A ilha - Além da realidade

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Capítulo 3

“ Morre o grande teorizador e cientista Karl na ILHA ROCHOSA. Ontem à noite, faleceu um dos maiores homens, Karl Marx. Seu corpo não foi encontrado e a empresa (PANGS) é fechada novamente. ” (..) . Publicou uma banca de jornal após o incidente na ilha. – “ Saulo foi absolvido sobre a suposta morte do mesmo, e a Marinha confisca totalmente a ilha sobre ordens do governo. ”

Eu me encontrava boiando num poço raso cujo a água era meio alaranjada, estava confuso e sem entender o que estava acontecendo; por um momento minha mente ficou vaga durante 2 minutos olhando para o céu sem se dar conta de que. (...)

- PERAI! EU ESTOU VIVO?! Levantei de pressa botando os meus pés no chão. Eu ainda estava com o traje de mergulho todo desgastado. Removi o traje e fiquei apenas com a roupa interna desbotada e rasgada.  Então, imediatamente me deu uma grande tontura, e cai no chão. Embora confuso, não parava de me lembrar do Finger que continuava vivo e do perigo que sua existência apresentava para a humanidade. (...)

Os pensamentos turbulentos pelo ocorrido aos poucos se acalmavam, e na medida do possível fui levantando lentamente a cabeça olhando em volta enquanto caído.  Árvores secas e um grande ambiente desértico e rochosas em volta. – Aonde eu estou?  Olhei para as rochas, para o chão, e para o céu. – Como eu vim parar aqui? Olhando atentamente para o céu, logo percebi uma coisa incomum, havia dois sóis! Uma era enorme e de coloração roxa, já a outra era menor e avermelhada.

- O que está acontecendo aqui? Que lugar é esse? Não é a ilha que eu conheço! Dúvidas começaram a surgir na minha mente, talvez fosse um sonho, ou alucinação. Logo, comecei a andar com uma grande fraqueza em minhas pernas, eu estava totalmente esgotado fisicamente e psicologicamente! Por instinto, segui o rumo da caminhada sem pensar em mais nada!

Havia uma pequena floresta no meio daquele deserto, avistei fumaça vindo de lá e seguir nessa direção. – Provavelmente, deve ter gente por lá.... Alguém que possa ajudar. A floresta continha árvores que eu não conseguia identificar, e nelas havia algumas frutas estranhas. Insaciável por fome, comi uma sem pensar duas vezes.

Ao chegar no local, vi uma grande carcaça e ao lado uma fogueira apagada. A carcaça parecia ser de algum animal grande. – Que tipo de espécie será esse animal? Tem um tamanho de elefante, mas com certeza não é um! Fui dar mais um passo, e em seguida cai numa clássica armadilha de corda. De cabeça para baixo, percebi uma aproximação vindo pelo mato, na hora imaginei que fosse alguma categoria de índio ou algo relacionado (...).

- Ip – hjp çç6ukkwq Pakslkl lasalk. (Idioma desconhecido)

- ´[PI L9 KA... Basy. (Idioma desconhecido)

- Vocês Sabem falar minha língua? Eu sou Karl Marx! Aonde eu estou? Tentei me comunicar com eles. Eram duas pessoas olhando para mim a distância e pareciam estarem conversando entre si. Ao se aproximarem, percebi que havia algo de errado com eles. Suas peles tinha uma coloração alaranjada, eram altos e seus olhos tinha um padrão não humano, sem falar das marcas com padrão listrados em seus corpos. – Quem são vocês? Socorrooo!! Eles me soltaram e logo me amarraram, como eu não parava de gritar em desespero colocaram uma forma de fita em minha boca.

Não muito longe, me arrastaram para uma grande carroça. Ela era grande e detalhada, nela continha um grande espaço com grades reforçadas, parecia uma gaiola muito bem estruturada matematicamente. Me prenderam lá dentro, percebi que havia outras “pessoas” junto e provavelmente também foram capturados como eu; deduzi isso porque diferentes dos outros, eles possuíam, cores e traços corporais diferentes. (*Todos eram semelhantes a humanos). E a carroça começou a se comover pela trilha que voltava pelo deserto.  

- Para aonde estão levando a gente? Alguém aqui fala o meu idioma? Não fizeram questão de olharem para mim, apenas mantinham as cabeça baixa, com olhares tristes e com um grande silêncio predominante em seguida. O ambiente logo me afeta, e comecei a pensar na minha família e amigos. – Tales, amigo, parece que descobri algo muito além da realidade que conhecemos aqui. (...). Minha esposa, meu filho, queria vê-los e abraça-los pela última vez. Conclui que ali seria mesmo meu fim, embora já tivesse considerado morto na terra. – Como vou impedir aqueles malditos Fingers, se nem sei aonde eu estou! (...) Hum, nunca mais vou assistir meu seriado favorito do Basy, (Rsrs...). Ainda sou capaz de pensar nisso (..). Por fim, apenas pensamentos calmos e descontraídos, e então adormeci e cai num sono profundo. Aceitei meu destino e apenas aguardava a minha hora de partir.

              

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