Capítulo 15

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Fim do Flashback.

Três anos depois - 2018.

Pov Neymar

Cheguei em casa ainda de madrugada. Entrei, a casa estava escura, e fui para o quarto, Bruna estava dormindo. Deixei as malas no chão e fui tomar um banho. Quando sai do banheiro, vesti uma box, e me aproximei da cama, deitei com cuidado ao lado de Bruna, coloquei as mãos em sua cintura, por baixo do lençol, e me surpreendi ao perceber que sua única peça de roupa, era uma: Calcinha. Sorri e pressionei meu corpo contra o dela. Bruna se espantou e tocou rapidamente o meu braço.

-Calma, amor. Sou, eu. -Murmurei e lhe dei um beijo no ombro. Ela relaxou e apertou meu braço envolta de si. -Não me diz que, todas essas noites em que eu estive viajando, você dormiu assim? -Perguntei. E levei minhas mãos até seus seios, e depois desci até o cós de sua calcinha. Eu pude ver que ela sorria.

-Assim, como? -Perguntou ainda com um sorriso nos lábios.

-Com muita roupa. -Respondi irônico.

-Não. Não. Hoje foi o seu dia de sorte. -Ela se virou e me encarou. Seus olhos brilhavam.

-Pode ter certeza, que se eu não estivesse cansado, eu aproveitaria muito. -Falei e aproximei meus lábios dos dela.

-Tão cansado, que vai resistir? -Bruna me perguntou.

-Sim. Não quero decepcionar você. -Avisei.

-Tão cansado assim? -Insistiu. Concordei balançando a cabeça.

-Mas amanhã, é você quem vai ficar cansada. -Avisei e abri um sorriso malicioso. Bruna mordeu os lábios, antes de falar.

-Não vejo a hora! -Comentou. E logo em seguida, me beijou.

Pov Bruna

Acordei com leves mordidas em meu ombro. Me mexi inquieta, e Neymar continuou sem se importar.

-Bom dia, Bruh! -Falou após me dar um beijo demorado na bochecha. Eu ainda permanecia de bruços.

-Por favor, Neymar. Me diz que são mais de nove horas? -Grunhi ainda de olhos fechados. Ele soltou um riso abafado, por estar com o rosto enterrado em meu pescoço.

-Não são nem oito e meia, amor. -Respondeu.

-Neymar! -Exclamei bufando. Eu só me obrigava a acordar antes das oito horas, de segunda a sexta. Dias que eu trabalhava. Hoje era sábado.

-A gente ia aproveitar, lembra? -Perguntou baixinho.

-Sim. Mas não podemos aproveitar só depois das dez? -Perguntei. -Quero dormir. -Sussurrei.

-Uhm... -Murmurou mordendo levemente minha orelha. -Tudo bem. Depois eu volto, e eu não vou aceitar você me dispensar de novo. -Finalizou me virando, agora eu encarava seu olhar malicioso.

-Eu só preciso dormir mais um pouco, e você sabe. -Falei ao tocar seus lábios com as pontas dos dedos.

-Sei... mas a gente passou duas semanas longe. -Comentou.

-Mesmo assim eu preciso dormir. -Insisti e Neymar revirou os olhos.

-Às vezes, você é tão frustrante. -Me encarou divertido. Encarei Neymar com um olhar sério.

-Bom saber... Sai! Ainda pretendo dormir. E nem você, nem sua vontade e nem o seu corpo, que por sinal... -Mordi os lábios deixando a frase incompleta. Neymar ainda me olhava. -Enfim, nada disso vai me privar do meu direito, quero e vou dormir. Sai, sai... -Completei e sacudi a mão indicando a saída. Neymar se inclinou e passou o nariz no meu.

-Nem um beijo? -Perguntou.

-Você acabou de dizer que eu sou frustrante, lembra?

-Em alguns momentos, sim. E em outros, surpreendente. -Disse. E sorriu mordendo meus lábios. -Um beijo? -Pediu. Balancei a cabeça concordando. E ele sorriu, invadindo minha boca, me deixando em poucos minutos completamente sem ar.

-Era só um beijo... -Sussurrei ofegante. Neymar encostou a testa na minha, tão ofegante quanto eu.

-E... foi... -Falou e depois saiu do quarto. Me virei e tentei dormir novamente.

Outra vez, os beijos de Neymar me acordaram, parecia que eu tinha acabado de fechar meus olhos.

-Já vai dar dez horas. -Ele avisou.

-Você é insistente. -Disse e ele riu. -Ontem era você quem não queria. -O lembrei. Ele fez uma careta.

-Eu estava cansado da viagem, eu só queria dormir. -Justificou.

-E hoje, era eu quem queria dormir.

-Mais?

-Não, seu chato! -O abracei. -Não quero mais. -Respondi. E lhe dei um beijo. -Eu estou em desvantagem, você está com mais roupas que eu. -Falei ao puxa-lo pela gola da camiseta.

-Não vejo nenhum problema em tira-las. -Sorri maroto enquanto me encarava. Levantou da cama e rapidamente tirou a camiseta, depois desabotoou a bermuda e a deixou cair no chão. -Acho que agora estamos quites. -Comentou ao puxar levemente meu lábio inferior com os dentes. Gemi.

-A porta. -Falei do nada, Neymar me encarou confuso. -Fecha. Alguém pode entrar. -Completei. E esse alguém podia ser a Sophie.

-Aah' eu já fechei... -Respondeu e logo depois começou a me encher de beijos na bochecha, na orelha, no pescoço, nos ombros, nos seios, na barriga e depois voltou a me beijar na boca. 

Web Brumar - Little SophieOnde histórias criam vida. Descubra agora