cap.7

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À noite, 20hrs15min - A visita (Inesperada)

A campainha tocou. Fiquei em silêncio por um tempo, a mesma voltou a tocar. Aaaaargh, mas que droga! Exclamei, mentalmente. Não posso nem descansar nessa casa. Fernanda não é, ela não voltaria tão cedo assim. Aai meu pai, quem será? E se for um ladrão? Aaaii, eu estou sozinha. Ai, ai, ai... me aproximei da porta devagar. E perguntei:

-Quem é? -Sou uma idiota mesmo. Se for um ladrão, ele não vai dizer que é ladrão. Dããã. Bati em minha própria testa.

-Bru, sou eu, o Neymar! -Ouvi. Aaii meu pai. Só espero que ele não esteja com, Camila. Suspirei só de imaginar. Seria frustrante. Céus, olha onde meus pensamentos estão me levando. Abri a porta.

-Neymar. -Falei.

-Você me ligou. Bem, pensei que estivesse precisando de alguma coisa. -Respondeu. Pensei: Estou. Estou precisando de você, idiota! Mas preferi ficar quieta.

-Você disse que eu podia ligar. E aah, você desligou o celular na minha cara. -O lembrei. -Entra. -Dei passagem e Neymar foi até o sofá. Fechei a porta. -Isso não é nada educado. -Falei ao me sentar em um sofá longe dele, é claro!

-Não mesmo. Peço desculpas. Mas, era uma conversa particular com Camila, ela estava estressada. Acho que você percebeu. -Me falou.

-Tudo bem. Sim, percebi, até um surdo escutaria os gritos dela. -Comentei. Neymar soltou um riso.

-Sim. Ela é histérica. -Admitiu.

-É pouco. Atrapalhei algo né? -Perguntei.

-Não. Já disse, se fosse importante, eu não teria atendido. -Falou sério e me olhou. -Esqueça Camila. Esqueça o pensamento de ter atrapalhado algo. Tudo bem? -Perguntou.

-Tudo... Quer alguma coisa? -Perguntei tentando mudar de assunto.

-Não. Não, obrigada. Por que não foi com a Fê?

-Sem chance. Depois do vexame da última vez. Prefiro ficar em casa. -Falei e Neymar riu.

-Não pense assim, linda. -Sussurrou. Me arrepiei.

-E você, por que não foi?

-Estava com Camila. -Respondeu simplesmente.

-Tinham outros planos... -Balbuciei.

-Sim.

-E eu atrapalhei... -Completei.

-Já disse que não quero falar disso, Bruh. -Finalizou. Indicando que queria encerrar ali o assunto.

-Ok, Neymar. Ok! -Levantei as mãos indicando trégua. Ele esboçou um sorriso.

-Melhor assim. Mas você ainda não disse por que me ligou. -Me olhou outra vez.

-Queria conversar... -Falei.

-Bom, estou aqui. Pode falar. -Sorriu. Fiquei com cara de idiota. O que eu ia falar? Falar que o queria? Ooh' não! Devo ter ficado tão vermelha quanto um tomate. Porque ele me olhava estranho. -Bruh?

-Oi.

-Não vai falar?

-Aah... Acho que esqueci. -Encolhi os ombros e Neymar se aproximou. Agora ele estava no mesmo sofá que eu, e perigosamente, perto demais.

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