Assim que Louis fugiu desesperadamente de volta para o quarto, Harry se levantou rapidamente para ir atrás dele.
"Louis." Ele chamou em uma tentativa de fazê-lo parar enquanto Louis ia direto para o banheiro com a cabeça em suas mãos.
"Não." Louis gemeu ilogicamente, não respondendo verdadeiramente ao que Harry havia dito, sequer se atrevendo a olhar para trás enquanto entrava no banheiro e fechava a porta na cara de Harry.
"Droga." Harry disse para si mesmo, seu coração acelerado em seu peito e cabeça dando voltas.
Ele colocou a mão contra a madeira da porta, como se algum tipo de força fosse fazer com que Louis abrisse. A porta não tinha uma fechadura, Louis não estava assim tão seguro, mas Harry queria dar um pouco de espaço para ele enquanto ambos processavam o que diabos havia acabado de acontecer. Ele conseguia abrir a porta apenas com o tremor de suas mãos; ele nunca ficava nervoso, mas o medo que agora corria por suas veias se tornou inevitável de lidar.
Não havia como colocar em palavras o que estava sentindo, considerando que ele mesmo não fazia a menor ideia de onde sua confissão espontaneamente irracional havia vindo, provavelmente de algum lugar das profundezas dos seus pensamentos subconscientes. Ele se lembrou que precisava parar e respirar depois de dez segundos sem fazê-lo.
Harry sabia que não importava o quanto implorasse, ou o que quer que dissesse, Louis abriria a porta, então sabia que teria que ir em frente e fazer isso por si mesmo. Ele pressionou sua mão na fria maçaneta de metal e a empurrou, abrindo a porta lentamente até que a luz florescente dali iluminasse o ambiente do quarto.
Louis estava sentado no chão com as costas contra a banheira, sua cabeça abaixada para esconder seu rosto e seu polegar esfregando preguiçosamente seu olho esquerdo que estava fechado.
"Louis."
Ele soltou um murmúrio e se recusou a olhar para cima.
"Sinto muito."
Louis murmurou algo baixinho, mas Harry não ouviu direito.
"O quê?"
"Você não tava falando sério. Vá para cama."
"Você que precisa ir para cama, Louis." Harry retrucou, sentando na ponta da tampa fechada do vaso sanitário e cruzando suas mãos sobre os joelhos. Ele estava bem ciente que havia se esquivado da primeira declaração de Louis. "Vambora, levanta daí. Você não pode ficar trancafiado aqui a noite toda."
"Posso sim."
Harry suspirou pesadamente, passando suas mãos pelo rosto por conta do stress.
"Eu..." Ele pausou com outro suspiro, tentando pensar no que dizer. Ele estava confuso e indeciso e tonto pelas luzes da sacada. "Eu não sei o que estava fazendo, Louis, nem pensando. Por favor, vá para cama, nós dois estamos cansados."
Para a surpresa de Harry, Louis se colocou de pé, ainda sem fazer contato visual, e passou direto por ele para fora do banheiro. Harry o seguiu novamente, apagando a luz do banheiro, assistindo enquanto Louis começava a juntar seus artigos de higiene pessoal para se preparar para dormir. A mudança repentina deixou Harry confuso, que não queria nada além de poder retirar o que disse. Ele estava tão confuso.
Ele percebeu como Louis parecia rígido, uma expressão neutra que não lhe dizia nada, embora estivesse corado nas bochechas de mais provavelmente vergonha ou nervosismo.
"Você tá bravo comigo?" Harry estupidamente perguntou, brincando com seu relógio em forma de distração enquanto Louis, com seu braço cheio com seu pijama e artigos higiênicos, caminhava em direção ao banheiro de novo.
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paris changed us
FanfictionHarry Styles tem tudo: amigos egocêntricos, linda namorada e rios de dinheiro que dão as mãos com seu incrível senso de moda; ele é o tipo de garoto de dezoito anos que os outros sonham em ser. E então havia Louis Tomlinson: tímido, antisocial e men...
