Iridescente

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Prólogo

Gostava de quebrar as rotinas. Pensava que a melhor forma de o fazer, era arranjar problemas, sendo rebelde e destemida. Assim seria feliz.  Enfrentava os professores, com consequências mas conseguia sempre safar-me da suspensão. Porém nos meus últimos dias do oitavo ano fui expulsa da escola.  Passei o ano,  pois era uma rapariga esperta e conseguia sempre notas altas nos testes. Envolvi-me com pessoas perigosas... E acabei por ser apanhada a bater numa miúda, na verdade apenas defendia a minha melhor amiga, Teresa. Só eu fui expulsa pelo meu mau cadastro naquela escola e fiquei a saber que Teresa nem se dera ao trabalho de me ajudar.

As férias tinham começado e como castigo a minha mãe havia me obrigado a trabalhar na sua loja de artigos em segunda mão. Também decidiu comprar uma casa em Lisboa, longe de todos os meus “amigos”, assim cortando todo o contacto com essas pessoas que me haviam “influênciado” nos meus comportamentos irresponsáveis.

Nem me importava mesmo, descubrira que as minhas amizades eram falsas e odiava aquela escola repleta de professores velhos e rabugentos.

Estava decidida a prosseguir o meu comportamento do ano passado, achava que ele era perfeito assim. Muito melhor que o daquelas raparigas vulgares que só se preocupavam com maquilhagem e rímel, quando na verdade de trás daquela máscara de base, sombra e brilho estava acne e borbulhas nojentas que só aumentavam cada vez que se maquilhavam. Não gostava dessas raparigas vulgares. Não gostava dos beijos e dos “amo-te” falsos que sempre presenciara. Não gostava daqueles tumblrs cor-de-rosas, daquelas postagens convencidas. Não gostava de todo aquele fingimento.

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