Capítulo 39

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"Regra 32 - Aproveite as pequenas coisas."

― Zombieland

Capítulo 39 – Sono profundo

Tudo era silêncio, era como se não houvesse som. Meus olhos doeram com a claridade, minha boca estava seca, meu corpo doía, tudo em mim era dolorido, cada movimento meu.

O lugar era desconhecido, um longo caminho vazio e sem vida. Não havia uma alma viva em todo o caminho. Ao longe bem longe havia uma árvore bem grande com folhas rosadas. Por isso fui atraído até ela.

Caminhei o que pareceu ser horas, até chegar a essa árvore, e lá debaixo dela havia um homem sentado. Ele olha para o pequeno lago que havia ali. Mas fora isso não exista mais nenhum outro tipo de vida.

- Você demorou. — Ele disse, enquanto estava parado olhando para ele. — Venha, se aproxime de mim.

- Quem é você? — Eu pergunto, parado no mesmo lugar olhando para ele desconfiado.

- Eu já fui você. — Ele diz. — Ou melhor, você agora sou eu.

- Merlin? — Não era exatamente uma pergunta, mas soou como uma.

- Cinco reencarnações e você foi a única que me recusou. — Ele diz. — Chega a ser irônico.

- Irônico? Eu estou morto?

- Tecnicamente não. — Merlin diz e levanta, já que eu não vou até ele. — Você vive, mas está dormindo profundamente.

- Então eu morri. — Digo.

- Já disse que não. — Ele me diz. — Ela salvou você novamente. De todas essa foi a mais forte.

- Bella, está dizendo que ela é forte?

- Todas as outras aceitaram o destino. — Merlin diz. — Essa não, mudou ele tantas vezes que me surpreendeu.

- Eu a amo.

- Eu sei. — Merlin diz. — Talvez esse seja o motivo de nada ter acontecido com você antes.

- Talvez se você não tivesse enfurecido uma bruxa. — Digo.

- Agode estaria morta de todo jeito, o que ela fez não tem perdão. — Merlin diz. — Apenas fui responsável pela sua punição. E ao longo do tempo sua história foi mudada, a cada geração uma nova versão até se tornar a lenda que você conheceu.

- Ela odeia você.

- Ela odiaria qualquer um que estragasse seus planos, apenas fui eu que fiz isso. — Merlin diz. — Agode criou a maldição que lançou sobre mim, eu nunca notei porque estava coberto por minha grandeza.

- A pedra?

- A Pedra Filosofal, esse foi o nome que dei a ela quando a criei. — Merlin diz. — Ela era perfeita, continha todo o poder mágico que corre pelo mundo, poderia fazer coisas incríveis.

- E se fez humana porque se apaixonou pelo seu criador.

- Esse foi o meu erro. — Merlin diz. — Eu sabia e deixei acontecer. Não contive meu ego e deixei ir longe demais.

- Você deixou ela morrer. Você arrancou o coração dela depois de quebrar.

- Eu sei. — Ele diz, de maneira pensativa. — Você não conheceu a verdadeira Angelina, ela era doce, meiga, um anjo poderia ser comparado a ela.

- E ela armou para você. — Eu digo.

- Sim, ela me enganou, me fez jurar amor a ela, me pediu uma prova de amor, e então me traiu.

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