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Foram dias complicados, ao longo de três meses, e nenhum sinal de melhora. Eu não conseguia me perdoar, se eu tivesse aceitado o jantar naquela sexta, se eu tivesse aceitado as flores, aceitado o abraço, tivesse escutado ele ou ter feito ele esperar mais um minuto, um único minuto e nada daquilo teria acontecido.

Na semana do nosso aniversario de namoro, quando faríamos cinco anos do nosso relacionamento, a mãe dele me deu um livro que havia encontrado no carro dele no dia do acidente, no livro explicava métodos de como salvar o seu relaciomento, e a primeira etapa era exatamente as flores com os doces.

Então ele não estava estranho à toa naquele dia, estava nervoso, ele queria uma nova chance para nós e aquilo me destruiu, e eu me dispus há todos os dias visita-lo no hospital, lia pra ele, cantava suas músicas favoritas, e mesmo de olhos fechados eu via todos os dias o filme do capitão América ao lado dele, era o seu favorito.

Contava também as nossas historias e de como surgiu tanta piada e só nós dois entendemos, até mesmo o dia em que nós nos conhecemos. Aos prantos contava pra ele do nosso primeiro beijo na saída do teatro com todas as pessoas ao redor, mas no momento só havia eu e ele naquela saída, não importava o barulho ou quantidade de crianças gritando, o toque dele na minha pele era inexplicável eu me sentia flutuando a cada carinho que eu recebia e no mesmo momento em que eu terminei de contar, Matthew abriu os olhos.

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