Sangue em Avignon.

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Em meados do Século XII na Europa, mais específico em Avignon no Sul da França havia um grande Império regido pelo senhor e senhora feudal Victorine e Coraline Burnier. No castelo moravam em torno de 150 habitantes (incluindo senhor e senhora feudal), sendo todos os encarregados pela proteção e funcionamento.
Essas estruturas eram rochosas, e por esse motivo o ambiente se tornava frio e gélido. As janelas eram de porte pequeno o que dificultava a entrada de raios solares.
Coraline gostava de ficar na Torre, o mesmo lugar que era o seu quarto e de Victorine. Unico lugar onde a janela era levemente aumentada. Sentava em sua margem para tmar banho de Sol enquanto escovava seus cabelos ruivos. Victorine também era ruivo, todavia, detestava a luz do Sol. Sua pele era pálida como a neve que caia quando o inverno chegava. Era tão rude e feroz, quando o mesmo viajava ao centro de Avignon o castelo se tornava um ambiente mais leve. Os serviçais entravam e degustavam de toda aquela comida que os mesmos faziam e serviam a nobreza, logo Victorine era contra a proximidade de trabalhadores e nobreza. Toda vez em que um serviçal chegava perto de Victorine, o mesmo dizia que esteva tão podre quanto o que havia nos fossos. O que era uma ironia. Pois todos os dejetos, independente se fosse da nobreza ou dos serviçais tinham o mesmo destino, logo, todos eram sujeitos de cheirarem como fossos. Em diversos momentos do dia Coraline bebia água, para ela, os serviçais eram tão nobres quanto eles e pensava que eles deveriam ser honrados. Victorine era tão rude pois seu pai o ordenou a ser assim quando o mesmo "batesse as botas", pois acreditava que era necessário ser "um bom carrasco" para ser um bom "diretor". Não tinham filhos, mas precisavam de herdeiros. Um casal, no mínimo. Coraline tinha medo de ter um filho de Victorine, pensava que o DNA perverso do pai pudera ser partilhado com quem não merecia. Victorine e Coraline estavam a completar oito anos de união, e neste dia Victorine precisou ir a um congresso em Milão, o que levaria dias para terminar. Coraline resolveu fazer um banquete ao lado de seus serviçais até a chegada de Seu Senhor, com grandes diversidades de massas, pães e bolos. Era como uma engrenagem. Os serviçais se dividiram em pequenos grupos: cinco cantavam e tocavam os mais variados instrumentos como por exemplo a harpa e a flauta; outro grupo estava incumbido de arrumar toda a entrada do castelo, incluindo a barbacã. Mas nem tudo ocorrera como o planejado: No inicio de uma madrugada o castelo foi invadido por uma tropa de terroristas que realizaram um massacre. Os mesmos apunhalaram os serviçais por mais de uma vez com golpes de espadas e empaladas. Adagads eram lançadas por todas as partes decapitando pobres serviçais inocentes. Havia sangue pelas paredes e em grande parte do chão. Mais de 100 serviçais foram assassinados injustamente. Coraline ficou profundamente ferida. O intuito não era matá-la. Quando um dos terroristas se aproximou da Senhora Feudal passou o seguinte recado "Dorme com quem não deve, dorme quem não deve". O que a deixou em prantos. O que Coraline não sabia era que tudo isso tinha haver com Victorine. Victorine ainda estava em Milão. Cada viagem de Victorineera um golpe a "forças maiores" que era planejado. Quando o dia estava prestes a amanhecer um pequeno grupo de serviçais que sobreviveram ao massacre começaram a resgatar e procurar feridos, incluindo Coraline. Esse grupo era formado por médicos e enfermeiros, que jamais puderam falar, ou seriam caçados. Victorine chegou até o castelo, mas estava acompanhado. Ao seu lado um homem bruto segurava Victorine pelo colarinho como um ser humano segura um gato, estava sendo ameaçado de decapitação por quem o segurava. Se Victorine não entregasse o que ele desviou e forjou durante seu reinado sua vida seria entregue aos deuses. Coraline tentou convencer Victorine de fazer o que o homem pedia, ele negou, logo, seu olho fora arrancado. Coraline se desesperou, guardava um segredo que ninguém mais sabia, logo implorou por misericórdia pois não queria que seu filho nascesse sem saber quem era o pai. O homem que segurava Victorine comoveu-se com as puras palavras de Coraline, logo soltou Victorine no chão e o encheu de pontapés na região epigástrica, o que fazia vomitar sangue sem parar. O mesmo homem, virou as costas e foi embora. A equipe médica cuidou de Victorine. Desde aquele dia, Victorine mudou seu jeito e perspectiva de vida, pois não queria que seu filho ou filha passasse pelo mesmo que ele e sua mãe passaram. Victorine passou a respeitar os serviçais, pois os sobreviventes do massacre estavam em choque, logo passaram a ter diálogos e comida como eles. Limparam toda a bagunça do massacre, construíram um cemitério especial para todas as vítimas. Na cozinha e salão principal construíram mesas grandes para todos os serviçais comerem com a nobreza. Nasceram, Dominik e Doraline Burnier, gêmeos. Desde pequenos ensinados sobre os valores e o quanto a desigualdade social era errada mesmo existindo em vários lugares. Quando Ambos estavam prestes a completar dez anos de idade, Victorine foi executado por um rebelde. Um acerto de contas por todo o mal que um dia fez a quem não merecia. Todavia, nunca vira seus filhos crescer.

Mazuroski, Milena.

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⏰ Last updated: Aug 26, 2019 ⏰

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