A ideia de amor eterno parecia besteira para o rabugento Derek Hale. Pelo menos para si mesmo. Colecionando tantas decepções amorosas ao longo da vida, era fácil tornar esse pensamento completamente imutável. O conceito de felicidade para sempre pas...
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Katrina Woods
Algumas semanas se passaram, e com isso eu e Derek nos aproximamos gradativamente. Era bom, me deixa feliz, em paz. Ele me buscava após a escola todos os dias, pontualmente, e me acompanhava até em casa. Eu o convidava para entrar, nos primeiros dias relutou, porém com o tempo foi ficando mais relaxado em minha presença e hoje, até mesmo se dá a ousadia de colocar os pés em meu sofá.
Posso dizer com convicção que agora definitivamente conheço Derek Hale. E ele me conhece. Nunca mais tocamos no assunto do imprinting, pois segundo ele, temos que deixar as coisas acontecerem naturalmente. Mas sei que sua cor favorita é verde. Seu passatempo favorito é caminhar pela floresta de Beacon Hills (o que particularmente achei esquisito) e seu gênero literário preferido é o de suspense.
Ainda havia muito no que me aprofundar, porém para alguém que descobri ser tão fechado, começamos muito bem.
E pensando no mesmo, rapidamente o avisto no estacionamento da escola, encostado em seu carro. Quando me vê, acena e já se adianta deixando a porta do veículo aberta para mim. Enfim próximos, Derek me cumprimenta á distância, receoso. Dou risada de sua insistente timidez e o abraço de surpresa, o deixando ligeiramente chocado. Após alguns segundos parado, o Hale finalmente retribui meu abraço, sendo respeitoso ao botar suas mãos em minhas costas.
Aproveitando que ele não consegue me ver, sorrio. Adoro a forma com que Derek sempre me trata com respeito e adoração. Não que eu o endeuse por fazer o básico, ainda mais com nossa ligação especial, porém é difícil encontrar homens como ele nos dias de hoje.
Sinto as ondas de alegria que ele sem querer me passa, e sorrio novamente, encantada. Ele quebra o abraço, sorrindo fraco e pedindo que eu entre no veículo.
Já dentro do mesmo, ligo o rádio sem ao menos pedir permissão. Derek me encara e ergue as sobrancelhas, como se perguntasse quem havia me autorizado.
— Temos intimidade o suficiente. — Digo prendendo o riso. Ele, por sua vez, gargalha livremente.
— Certo, como a senhorita quiser.
Seguimos em silêncio o curto caminho até minha casa, apenas ouvindo a música calma que soava pelo rádio. Hoje é quinta-feira, o que significa que é nosso o nosso dia do filme. Essa semana a escolha dos filmes e dos doces é responsabilidade de Derek, mas não estava preocupada, o moreno sempre acertava.
Assim que estacionamos, agarro minha mochila e desço do carro, o assistindo pegar algumas sacolas de mercado no banco de trás. Destranco a porta de casa, dando passagem a ele e trancando logo em seguida.
Enquanto subo até o quarto para trocar de roupa, ouço Derek andando para lá e para cá e colocando a pipoca no microondas. Mesmo do segundo andar consigo sentir o cheiro de bacon, meu sabor favorito.
— Tudo pronto, pode descer Kat. — Profere baixo, sabendo que eu escutaria.
Desço as escadas correndo, o encontrando senrado no sofá descalço. Na mesinha em sua frente, haviam dois baldes de pipoca, acompanhados de dois copos imensos de Coca-Cola e alguns pacotes de doce.
Assim que pego meu balde e me sento ao seu lado, ele dá play no filme, se ajeitando e abrindo um saco de jujubas. Encosto meu ombro no dele, e ele me empurra de leve, piscando para mim.
[QUEBRA DE TEMPO]
Já no terceiro filme da noite, fico entediada. Estávamos maratonando Star Wars, pois alguns dias atrás, tinha comentado com Derek que era uma das sagas que eu tinha curiosidade em conhecer, e ele se lembrou disso.
Cansada de assistir, me viro no sofá para encará-lo, vendo-o totalmente disperso e concentrado no que era exibido na tela. Nunca tinha parado para observar o quanto o mesmo ficava absurdamente lindo concentrado. Suas sobrancelhas ficavam franzidas, os olhos quase não piscavam de tanta atenção que prestava e às vezes seus lábios formavam um bico, desaprovando a atitude de algum personagem que no momento não me importava em nada.
Continuando o raciocínio sobre seus lábios, agora não conseguia parar de observá-los. Parecia que algo me puxava até eles, algo além de nossos laços.
Claro que a vontade de agarrar o Hale sempre estava presente, era natural, fazia parte da nossa natureza lupina, mas tínhamos aprendido a ignorar esse desejo. Mesmo que fosse nosso destino, não queríamos nos levar apenas pelo instinto que o imprinting fornecia, queríamos nos conhecer, deixar as coisas agirem por si só, sem a interferência constante dos sentimentos ampliados.
Mas dessa vez parecia diferente. Não sentia como se fosse o imprinting me impulsionando até ele, eu desejava beijá-lo. E foi o que eu fiz.
Como se soubesse o que eu faria a seguir, ele se virou para mim, e fixou seu olhar no meu. No exato momento em que tomei a decisão.
Me joguei para frente, encostando meus lábios nos seus num selinho singelo, mas que na situação, significava o mundo. Pude senti-lo ofegar, e então aprofundar o beijo.
A sensação fora... Surreal. Cada fibra do meu ser se agitou, meu lobo interior parecia tão feliz quanto eu, conseguia até imaginar seu rabo abanando.
Fico arrepiada quando sinto sua mão em minha nuca, apertando os curtos fios de meu cabelo. Coloco a minha em seu rosto, acariciando sua barba rala, absolutamente perfeita. Quando sinto que preciso respirar, finalizo o beijo, encostando minha cabeça na dele.
Ele suspira e esbarra seu nariz com o meu, num beijinho de esquimó. A alegria invade meu corpo, tanto a minha quanto a dele, e então me sinto como se estivesse finalmente em casa.
— O que foi isso? — Sussurro para ele, ainda sem me separar.
— Eu quem te pergunto, quem me beijou foi a madame. — Ele debocha, me fazendo rir apenas pra dispersar meu nervosismo.
Empurro ele de leve e o Hale ri pelo nariz, se ajeitando melhor no sofá. Me deito do outro lado, colocando meus pés em seu colo, e o resto da noite se resumiu entre nós dois nos entupindo de doces enquanto terminávamos os filmes e ele fazendo carinho nos meus pés. E foi assim que adormeci, num sono tranquilo, ainda sentindo toda a felicidade e paz que estávamos emanando.
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WE'RE BACK BITCHES!
Demorou, mas eu finalmente voltei com atualização da fic! Obrigada a todos que me esperaram, que ainda estão aqui para ler! Agradeço de coração. Esse capítulo não ficou dos melhores, pois não estou com AQUELA criatividade, mas eu me esforcei!