Gatinha é demais

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N/A: Oi, meus anjos. Prometi que voltaria, não prometi? Eis me aqui então. Estou tentando criar um padrão de dia melhor para mim e no caso, quarta seria o melhor. Espero que para vocês também. 

Sem muita enrolação. Aproveitem o novo casalzinho do pedaço. Boa leitura! :)

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Os pequenos raios solares entraram com leveza pela grande janela do casarão. Taylor sentia seu corpo inteiro mole mesmo sentindo a consciência tomar conta da sua mente pouco a pouco. Estava tudo muito relaxado. Seus músculos sem nenhuma tenção porém quando tentou se mover muito percebeu o braço engessado enrolado no grande edredom. Talvez seja isso. O analgésico que a fez dormir por tempo demais e o corpo mergulhado num relaxamento fora do normal.

Suspirou fundo. Lembrou de todas as coisas que aconteceram no dia anterior. Tudo vindo como uma avalanche na sua cabeça. Cada momento parecia vir como um soco. Tudo isso tinha acontecido em uma única noite ou será que foi um sonho? Não podia ser um sonho. Ela lembrava tão claramente.

Passou levemente os dedos pelos lábios. Lembrando do gosto azedo dos lábios de Harry, uma mistura de cerveja e chiclete de menta. Em qualquer outra ocasião Taylor odiaria e diria que aquilo era quimicamente errado e que teria um gosto horrível, mas Harry era diferente. Ela queria muito sentir aquele gosto horrível de novo se pudesse. Se não tiver sido um sonho.

Não poderia ter sido

Taylor pensou. Em uma fração de segundos se levantou da cama. Um pouco estabanada e tropeçando nos próprios pés pela falta de equilíbrio com o gesso no braço. Caminhou até o banheiro de seu quarto, abriu a pequena cesta de palha com algumas roupas sujas e achou lá a camisa gasta e surrada com uma estampa velha do David Bowie.

Oficialmente não havia sido um sonho. Harry e ela fizeram tudo aquilo. E ela concordou? 

Ela concordou.

Ela tinha tomado alguns remédios, mas tinha consciência do que estava fazendo.

- Taylor, filha? – A voz de Andrea ecoou do lado de fora da porta e a garota correu para a debaixo dos lençóis novamente assim que permitiu que a mãe entrasse. – Você está bem?

- Bom dia, mãe. – A garota sorriu com seus olhos miúdos e inchados. – Estou bem. Fiz a medicação que você pediu antes de dormir e agora não sinto literalmente nada.

- Isso é bom. – A mulher sentou na beirada da cama. – Ontem você me assustou. Se não fosse por Harry... – Andrea divagou em seus pensamentos. – Por onde andava suas amigas ontem? Vivem grudadas em você.

- Então... – Taylor se esqueceu momentaneamente que não havia contado da briga e do castigo pra mãe e nem pro pai. Pudera, via os pais no máximo três vezes por semana. – Eu meio que briguei com a Sabrina aquela menina do time. E ela quis me bater-

- O quê? – A mulher exclamou desesperada.

- Calma. Deixa eu continuar. – A garota falou com o tom de voz mais doce que conseguiu entoar. – Ela ficou muito revoltada porque eu tirei ela do time por ter quebrado uma das regras. Ai houve outro desentendimento e a gente brigou, ela tentou me bater mas aquelas aulas de boxe na infância valeram de alguma coisa e ela saiu com o nariz bem ruim. Enfim. Ambas recebemos castigo, um deles era uma semana de detenção depois da aula e a outra era trabalhar no festival beneficente de ontem do colégio.

- Essa semana você disse que estava ficando depois do horário pra ajudar a Charlie. – Andrea falou.

- Pois é, eu menti. – Taylor falou ressentida. Não gostava de mentir. – Me desculpa. Eu não queria preocupar vocês atoa.

Definitely, maybe. (HAYLOR)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora