segurem o cu
Malu
Depois de quase surtar com aquela mulher, eu finalmente consegui sair com uma make iluminada e um capelo chapiado. Subi para vestir o meu vestido e o Caio não estava no quarto.
14 horas e eu já estava prontinha. Os pais do Caio foram na frente e ele finalmente deu o ar da graça só de paletó branco. Que porra!!! Eu nunca gostei de roupa social, mas ele estava tão lindo que eu estava até usando outro meio de bater palmas.
- Uau - Ele falou me olhando de baixo pra cima
-Uau digo eu - Falei dfitando ele da mesma forma
- Vamos? Eu que vou dirigir - Ele disse me estendendo a mão
- Deus me proteja - Falei sorrindo
Assim que saí não vi nada mais, nada menos que uma ferrari
- Não me diz que alugou a porra da ferrari pra a gente ir no coquetel? -Perguntei de boca aberta
- Não aluguei, foi meu presente de dezesseis anos - Ele disse e eu me espantei
- Meu Deus! E minha mãe me deu um iphone com muitos xingamentos de brinde - Falei e ele sorriu
-Escolhi ela porque achei que combinaria com teu vestido - A ferrari era vermelha
-Eu tô é muito burguesa safada - Falei
- E gata - Ele disse e eu fiquei toda sem graça -Vamos?
-Vamos
Ele abriu pra mim e eu entrei. Caralho, eu estava numa ferrari. Mal entrei e já gui tirando fotos né amadas. Ele deu a partida mais rápida que o flash.
-Caralhoooo - Gritei e ele gargalhou - Como eu queria ser rica
- Até parece - Ele disse rindo.
Chegamos na casa de festa e parecia mais um azilo para idosos. O estacionamento era totalmente subterrâneo e escuro. Mas subindo era um ar bem rústico e ao ar livre.
Assim que nos viram subir, todos, repito, todos nos olharam! Os homens só miraram nas minhas pernas e as mulheres não sabiam se miravam nos seus maridos me secando ou no Caio dando uma surra de beleza naqurle bando de velhos.
Afinal, qual a corôa que olha para um macho lindo desse e não se derrete? até eu quando for corôa. Desculpa senhoras, esse bebê aqui é meu namorado de mentira e vocês que lutem.
- Olha aí, meu menino -O pai dele disse todo orgulhoso - E essa é minha nora, neta do doutor Jorge Vaz
Ele com certeza esqueceu meu nome ou algo do tipo
- Linda como a mãe- Um cara falou
- Todos falam - Respondi-Obrigada
O pai do Caio o arrastou para cumprimentar todos os paletozados da tarde e a mãe dele me puxou para o meio das dondocas e herdeiras..
- Essa é minha norinha - Ela disse feliz da vida com a surra de beleza que eu estava dando nas patricinhas
- Ai, como é linda - Uma senhora falou - O que faz da vida?
- Estudo - Respondi
- Isso é o de se esperar - Uma herdeirinha de merda se intrometeu- Mas tem algum projeto beneficente ? Alguma ONG?
Meu deus eu só estudo e bebo cachaça
- Eu ajudo minha mãe numa clínica beneficente que ela tem, voltada para mulheres que sofrem ou já sofreram algum tipo de relacionamento abusivo,tando em roda de amigos, famílias,namoros á casamentos -Falei e elas se espantaram
- Mas lá no Brasil, você se esforça pra manter seu nome na alta sociedade? - Ela perguntou e eu quase quebrava minha taça na cara dela
que borra de alta sociedade, meu negócio é funk, porra de violino
- Bastante -Falei forçada
- Você como uma futura esposa de um futuro diplomata - Ela disse olhando para o Caio - Já tem que saber desses tipos de coisas
- Isso - A minha sogra fake concordou
Eu apenas sorri sem graça tão desanimada quanto o pessoal da orquestra de violino
Caio se aproximou da gente e eu senti o fogo das mulheres de onde eu estava
- Com licença- Caio disse- Posso roubar minha namorada um pouco?
- Claro amor- Eu mesma respondi e dei as costas dali- ai graças a Deus
- O que foi?
- Essas dondocas só falam merda - falei e ele sorriu
- Fecharam os portões do estacionamento - Ele disse- Wil tá te esperando
- Beleza, cadê os remédios? - Perguntei
- Toma - Ele me deu a chave do carro- tá na parte de trás do meu carro, você pega e quando pegar as minhas coisas com o Wil, coloca lá trás também
- Ta bom, tá nervoso porque? - Perguntei
- Pensando no meu discurso
- Ja já volto - Falei saindo de fininho dali.
O estacionamento realmente era escuro pra caralho e eu não estava vendo ninguém. Fui até a ferrari e peguei uma maleta preta grande e um pouco pesada. Assim que travei o carro com a chave, um farol do outro lado acendeu
- Wil? - Chamei o pouco alto caminhando até lá
Quatro caras saíram do carro
- Quem de vocês é o Wil? - Perguntei
- Nenhum, gata! Wil não vem pra entregas - Um dos carinhas disse-Estamos em nome dele
- Pelo visto além da mercadoria, o Caio ainda mandou uma beleza dessa de brinde - Outro cara disse
Entreguei a maleta pra ele e ele me entregou outra que era bem maior e mil vezes mais pesada
-Ai - Falei do peso
- Colocamos uns brindes,porque sabemos que as mercadorias do Caio são das boas -Ele disse me olhando de cima a baixo
- E como são- Outro cara disse alisando minha bunda
-Já chega - Falei
- Que isso gatinha, ele não te mandou pra a gente?- Ele disse
-Eu não sou uma mercadoria,meu filho - Falei
- Rebelde demais - Ele disse rindo
- Sou namorada do Caio- Falei e eles se calaram na hora
- Ai, chefia mil desculpas - Um dos caras disse já entrando no carro
- É isso, progresso pra vocês e pro Caio nos corre dele - O outro disse entrando também
-Fala pra ele que a clientela dele sempre vai tá presente - Ele disse-Só cuida dos teus deboches aí que em uma dessas entregas tu pode acabar morta
-E causar algo pior e levar teu namorado junto - Outro disse me mostrando uma arma e entrando no carro.
Eu estava com meu cu na mão sem entender porra nenhuma.
Eles não saíram do estacionamento, apenas entraram no carro e desligaram o farol.
Saí correndo pra ferrari. Joguei a maleta. Travei o carro e subi pronta pra matar a porra do Caio.
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Pisa devagar, menina
Teen FictionA doce e singela caminhada de Malu Vaz até a perdição...
