Capítulo 14

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segurem o cu

Malu

Depois de quase surtar com aquela mulher, eu finalmente consegui sair com uma make iluminada e um capelo chapiado. Subi para vestir o meu vestido e o Caio não estava no quarto.

14 horas e eu já estava prontinha. Os pais do Caio foram na frente e ele finalmente deu o ar da graça só de paletó branco. Que porra!!! Eu nunca gostei de roupa social, mas ele estava tão lindo que eu estava até usando outro meio de bater palmas.

- Uau - Ele falou me olhando de baixo pra cima

-Uau digo eu - Falei dfitando ele da mesma forma

- Vamos? Eu que vou dirigir - Ele disse me estendendo a mão

- Deus me proteja - Falei sorrindo

Assim que saí não vi nada mais, nada menos que uma ferrari

- Não me diz que alugou a porra da ferrari pra a gente ir no coquetel? -Perguntei de boca aberta

- Não aluguei, foi meu presente de dezesseis anos - Ele disse e eu me espantei

- Meu Deus! E minha mãe me deu um iphone com muitos xingamentos de brinde - Falei e ele sorriu

-Escolhi ela porque achei que combinaria com teu vestido - A ferrari era vermelha

-Eu tô é muito burguesa safada - Falei

- E gata - Ele disse e eu fiquei toda sem graça -Vamos?

-Vamos

Ele abriu pra mim e eu entrei. Caralho, eu estava numa ferrari. Mal entrei e já gui tirando fotos né amadas. Ele deu a partida mais rápida que o flash.

-Caralhoooo - Gritei e ele gargalhou - Como eu queria ser rica

- Até parece - Ele disse rindo.

Chegamos na casa de festa e parecia mais um azilo para idosos. O estacionamento era totalmente subterrâneo e escuro. Mas subindo era um ar bem rústico e ao ar livre.

Assim que nos viram subir, todos, repito, todos nos olharam! Os homens só miraram nas minhas pernas e as mulheres não sabiam se miravam nos seus maridos me secando ou no Caio dando uma surra de beleza naqurle bando de velhos.

Afinal, qual a corôa que olha para um macho lindo desse e não se derrete? até eu quando for corôa.  Desculpa senhoras, esse bebê aqui é meu namorado de mentira e vocês que lutem.

- Olha aí, meu menino -O pai dele disse todo orgulhoso - E essa é minha nora, neta do doutor Jorge Vaz

Ele com certeza esqueceu meu nome ou algo do tipo

- Linda como a mãe- Um cara falou

- Todos falam - Respondi-Obrigada

O pai do Caio o arrastou para cumprimentar todos os paletozados da tarde e a mãe dele me puxou para o meio das dondocas e herdeiras..

- Essa é minha norinha - Ela disse feliz da vida com a surra de beleza que eu estava dando nas patricinhas

- Ai, como é linda - Uma senhora falou - O que faz da vida?

- Estudo - Respondi

- Isso é o de se esperar - Uma herdeirinha de merda se intrometeu- Mas tem algum projeto beneficente ? Alguma ONG?

Meu deus eu só estudo e bebo cachaça

- Eu ajudo minha mãe numa clínica beneficente que ela tem, voltada para mulheres que sofrem ou já sofreram algum tipo de relacionamento abusivo,tando em roda de amigos, famílias,namoros á casamentos -Falei e elas se espantaram

- Mas lá no Brasil, você se esforça pra manter seu nome na alta sociedade? - Ela perguntou e eu quase quebrava minha taça na cara dela

que borra de alta sociedade, meu negócio é funk, porra de violino

- Bastante -Falei forçada

- Você como uma futura esposa de um futuro diplomata - Ela disse olhando para o Caio - Já tem que saber desses tipos de coisas

- Isso - A minha sogra fake concordou

Eu apenas sorri sem graça tão desanimada quanto o pessoal da orquestra de violino

Caio se aproximou da gente e eu senti o fogo das mulheres de onde eu estava

- Com licença- Caio disse- Posso roubar minha namorada um pouco?

- Claro amor- Eu mesma respondi  e dei as costas dali- ai graças a Deus

- O que foi?

- Essas dondocas só falam merda - falei e ele sorriu

- Fecharam os portões do estacionamento - Ele disse- Wil tá te esperando

- Beleza, cadê os remédios? - Perguntei

- Toma - Ele me deu a chave do carro- tá na parte de trás do meu carro, você pega e quando pegar as minhas coisas com o Wil, coloca lá trás também

- Ta bom, tá nervoso porque? - Perguntei

- Pensando no meu discurso

- Ja já volto - Falei saindo de fininho dali.

O estacionamento realmente era escuro pra caralho e eu não estava vendo ninguém.  Fui até a ferrari e peguei uma maleta preta grande e um pouco pesada. Assim que travei o carro com a chave, um farol do outro lado acendeu

- Wil? - Chamei o pouco alto caminhando até lá

Quatro caras saíram do carro

- Quem de vocês é o Wil? - Perguntei

- Nenhum, gata! Wil não vem pra entregas - Um dos carinhas disse-Estamos em nome dele

- Pelo visto além da mercadoria, o Caio ainda mandou uma beleza dessa de brinde - Outro cara disse

Entreguei a maleta pra ele e ele me entregou outra que era bem maior e mil vezes mais pesada

-Ai - Falei do peso

- Colocamos uns brindes,porque sabemos que as mercadorias do Caio são das boas -Ele disse me olhando de cima a baixo

- E como são- Outro cara disse alisando minha bunda

-Já chega - Falei

- Que isso gatinha, ele não te mandou pra a gente?- Ele disse

-Eu não sou uma mercadoria,meu filho - Falei

- Rebelde demais - Ele disse rindo

- Sou namorada do Caio- Falei e eles se calaram na hora

- Ai, chefia mil desculpas - Um dos caras disse já entrando no carro

- É isso, progresso pra vocês e pro Caio nos corre dele - O outro disse entrando também

-Fala pra ele que a clientela dele sempre vai tá presente - Ele disse-Só cuida dos teus deboches aí que em uma dessas entregas tu pode acabar morta

-E causar algo pior e levar teu namorado junto - Outro disse me mostrando uma arma e entrando no carro.

Eu estava com meu cu na mão sem entender porra nenhuma.

Eles não saíram do estacionamento, apenas entraram no carro e desligaram o farol.

Saí correndo pra ferrari. Joguei a maleta. Travei o carro e subi pronta pra matar a porra do Caio.

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Pisa devagar, meninaOnde histórias criam vida. Descubra agora