Os ruídos do metrô me confundem
Se juntam com as vozes da minha cabeça
E acabam por me deixar mais... InstávelColoco os fones e me isolo em meu mundo até que chegue a minha estação
Espero.
Pacientemente.Observo as estações para que não me perca
Mas mesmo tendo certeza, nunca tenho certeza de onde estou.
Observo.
Atentamente.Paraíso, não me parece o paraíso.
Talvez seja uma visão distorcida daquele
Lugar lindo que aprendemos desde quando somos crianças
Falsidade.Prefiro não ouvir os outros
Sinto que não devo
Respeito.
Cautela.Encosto-me na porta para que não haja perigo
Embora haja.
Sabemos que há.Parece que nunca acaba.
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Recomeço
PoetryAinda sou a poesia que se esconde em lugares inimagináveis ou nos lugares mais óbvios, bem debaixo do seu nariz. A única coisa que tem que se fazer, é me achar.