Já não mais

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Sou negro, nem ligo

Antes importava, já não mais.

Trabalhei, suei e cheguei.

Fico, sou e estou

Vou e, não volto.

Antes, trabalhei para os mano,

Já não mais

Antes, me curvei,

Já não mais.

Não sou miliciano, sou americano

Não sou vagabundo, sou brasileiro

Estudei um pouco e aprendi muito,

Gostei! Queria mais!

Não deu. Percebi que jamais!

Fiz o que sabia, criei meu negocinho,

Bonitinho, para mim e, útil para outros.

Deu para casar, deu para ter filhos,

Deu para amar e ser amado.

Nos trilhos coloquei meus filhos e

Nos meu braços aconcheguei minha companheira,

Pensei ser feliz e pensei até em netos...

Então, fui ao banco depositar,

Me fizeram esperar

Não me viram branco e

Me exigiram o que não queria dar

Neguei e de um tiro morri.

Netos? Já não mais...

Minha mulher sem aconchego,

Sem arrego pelos filhos

Novos trilhos buscará,

 O inexplicável explicará

E implacável, sem tino,

Nosso destino, como se fosse clandestino

Desatino parecerá.

Restringindo a ImensidãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora