O cômodo espaçoso tinha as paredes azul e brancas, lisas e com desenhos da Lilo e Stitch centralizado em uma delas, Helena e seus irmãos amavam Lilo e Stitch, por isso seus pais decidiram decorar seu espaço favorito com eles. Havia prateleiras com brinquedos e livros de todos os tipos, o bastante para 4 crianças. No canto tinha duas poltronas brancas, Helena amava sentar ali quando chegava da escola e ler seu livro favorito, O Pequeno Príncipe, ela era uma criança muito inteligente para sua idade, 6 anos, e seus pais exploravam muito esse lado.
Em cima de uma pequena mesinha de centro havia um bonito embrulho rosa, com uma fita de cetim dourada. A garota reconheceu como o presente que o pai trouxera e correu para pegar. Delicadamente abriu-o, de mofo a não estragar o embrulho. Ela terminou de abrir e ficou admirada. Era uma bela caixa de madeira escura
"Abra a caixa." Justin disse.
Havia duas fendas, douradas, que quando abertas, revelavam um grande tabuleiro de cor bege, com quadrados intercalados, uma das laterais se abrirá revelando um veludo azul marinho, um dos seus tons favoritos de azul, onde ficavam peças de um jogo.
Os olhos de Helena brilhavam em admiração, mesmo não sabendo do que se tratava.
"É um jogo de xadrez." Explicou Justin. "Quando eu era criança esse era meu jogo favorito e achei que você também iria gostar. Eu era ótimo."
"Que nome legal." Helena levantou seu rosto para da um sorriso a seu pai e logo voltou a admirar seu presente. "São tão bonitas." Ela se referiu as peças.
"São de cristal." Justin falou. "É o jogo mais lindo que já vi."
"Por que há peças diferentes?" Helena perguntou, examinado as peças.
"Existe muitas coisas para se saber sobre um jogo se xadrez, meu amor, eu vou lhe ensinar. Porém, é um jogo que exige muita atenção e também raciocínio, levará um tempinho para que fique boa. Mas você vai tirar de letra, pode até se tornar melhor que eu." Justin sorriu para a filha que revirou os olhos e riu em seguida, igual sua mãe quando seu pai se gabava, Justin riu e olhou para sua mulher que apenas observava da porta.
"Mamãe você sabe jogar?" Helena perguntou.
"Não, mas adoraria aprender, amo desafios." Kyara respondeu caminhando até sua filha e se sentando ao lado dela no chão.
"Perfeito" Justin disse animado. "Vou ensinar ensinar primeiro os nomes das peças e a posição de cada uma delas no tabuleiro.
Helena prestava atenção em cada dica que Justin dava sobre o jogo, enquanto Kyara apenas observava o momento entre eles. Ela amava ver os dois juntos e mesmo tendo se passado 4 anos anos, se surpreendia com as semelhanças entre ambos. Justin e Kyara ainda não tinha tido uma conversa com sua filha sobre Marcos, não por medo ou algo do tipo eles apenas achavam que não era necessário ela saber disso, mas se um dia ela ter curiosidade eles estariam dispostos a falar toda a verdade.
No fim da manhã, a garota já sabia onde cada peça deveria estar, seu nome e sua importância. Helena organizou as peças na tabuleiro corretamente: de um lado as bonecas e, do outro, as pretas, sendo parabenizada pelos pais.
"Você aprendeu rápido." Disse Justin.
"É a garotinha da mamãe." Kyara disse abraçondo a filha de lado. "Vou dá uma olhada nos meninos e preparar o almoço." Ela disse se levantando.
"Qualquer coisa me chame." Justin disse levantando a cabeça para receber um beijo de sua mulher.
Kyara assentiu e saiu, deixando Justin e Helena sozinhos.
"Vamos começar a jogar." Justin disse animado.
"São muito reais." Helena disse ainda admirada. "Elas parecem ter vida."
"Como um exército pronto para duelar contra o exército vizinho." Justin acompanhou-a em sua imaginação.
"Sim." Exclamou a filha. "E cada peça é um soldado com uma função diferente. Mas todos têm o mesmo objetivo: proteger seu rei." Ela olhou para o pai. "É um lindo reino. O império branco possui peças transparentes e através de cada uma delas podemos enxergar a próxima, mas as pretas realizem o jogo todo. Viu papai? Se olhar atentamente para cada uma delas verá o tabuleiro refletindo inteiramente nelas e a ameaça do exército inimigo."
Justin sorriu orgulho da filha. "Sim, eu vi."
"É como se fosse quatro exércitos duelando." Completou Helena. "Esse é o melhor presente que já ganhei."
Ela abraçou Justin e beijou seu rosto.
"Melhor que seu panda de pelúcia? Ou seu Stitch?" Perguntou Justin.
"Talvez sim, talvez não." Ela disse e riu logo em seguida.
"Vamos começar a jogar?"
"Vamos!"
Helena se sentou em frente a Justin e iniciou a partida.
•
Depois de muitas horas jogando Justin e Helena se juntaram com o resto da família para refeição, com direito a sobremesa brasileira.
"Eu queria conhecer o Brasil." Helena disse comendo seu brigadeiro de colher. "Sinto falta da bisa também."
"Talvez um dia a gente vá." Kyara disse feliz por sua filha amar suas raízes.
"Estava pensando em visitar Jazzy." Justin disse do outro lado da mesa, ele estava com Michael no colo, o mesmo não tira os grandes olhos castanhos mel do brigadeiro.
"Mamãe, dá." Miguel disse tentando pegar a colher da mão de Kyara.
"Não meu amor, você não pode comer." Ela disse calma e Miguel fez seu típico beicinho que seus pais nunca resistiam. "Ei, isso é jogo sujo." Kyara disse fazendo cócegas nele. "Toma, só um pouquinho." Colocou a ponta da colher na boca de Miguel que fechou os olhos degustando o chocolate.
"Ele gostou." Justin disse. "Toma você também merece." Ele fez o mesmo com Michael que bateu palmas com animação.
O pequeno Noah apenas observava tudo do seu carrinho.
"É muito louco tudo isso, não é?" Justin olhou para Kyara. "Nós 6 aqui, juntos."
"Sim." Kyara sorriu. "Não poderia estar mais feliz."
"Eu poderia estar mais feliz." Helena disse fazendo seus pais olharem pra ela.
"Como?" Kyara perguntou.
"Se a gente for lá fora brinca na neve."
"Se você nos ajudar a por seus irmãos para dormir podemos ir sim." Kyara disse e Helena assentiu.
É muito louco voltar a escrever aqui.
Quando comecei essa história Justin e Hailey nem se olhavam na cara um do outro, Justin não lançava nada e hoje em dia eles estão casados e Justin vai entrar em uma turnê mundial. A vida é bem doida.
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Bound || JB |Editando
FanfictionEle é apenas mais um homem rico e bipolar. Ela uma mãe solteira e sem teto. O que conecta ambos? O medo de amar.
