• AVISO •
Tenho esse capítulo pronto há mais tempo do que sou capaz de lembrar, no entanto, simplesmente não consigo tirar um tempo para me dedicar a essa história... Só que essa é uma das minhas metas para este ano...
Percebem o impasse?
Enfim, estou publicando, mas não sei quando darei continuidade... Até um dia 🤷🏻♀️
Ps: Se gostar, deixa uma estrelinha! Custa nada, e será um grande incentivo!
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Há muito tempo...
" O suor brotava e escorria lentamente pela têmpora pequena. O cabelo escuro já estava completamente encharcado tamanho o nervoso e esforço do menino.
Não chorar. Nunca chorar.
Está era a primeira regra. Uma das mais importantes, e ele estava orgulhoso de não ter a esquecido dessa vez.
Não ter medo. Medo é para os fracos.
Está era a segunda, e a mais difícil.
Ele tentava, mas falhava sempre.
Sentia medo, muito medo. Era um fraco.
Não há amigos. Só a família.
Essa o deixava triste. Não entendia porque não podia brincar como as crianças que via da janela do carro.
Mas obedecia. Ele sempre obedecia.
Não confiar em mulheres. Elas não merecem.
Essa era fácil, e ele nunca dizia as babás onde guardava os seus brinquedos favoritos.
Faltava uma...
—Você esqueceu novamente, Leonardo? —A voz soou furiosa, e o menino instintivamente se encolheu. Não tendo nada a dizer para se redimir. —Qual o seu problema? Eu só te dei cinco regras, e você sempre esquece alguma!
Não demorou muito, e o pequeno Leo sentiu o chicote atingir as suas palmas estiradas sobre a mesa. Os seus olhos imediatamente se encheram de lágrimas e ele, temendo piorar o próprio castigo, os fechou rapidamente.
—E-eu vou lembrar, pai! Eu v-o... —Gaguejou, totalmente aterrorizado.
—Claro que você vai. Nem que seja por mal.
Uma nova chicotada. O menino já não sentia mais as suas mãos, e ele sabia que mais tarde elas estariam vermelhas e inchadas. Tão inchadas que ele não conseguiria sequer segurar o talher para se alimentar.
—Qual a última regra, Leonardo? Diga!
O golpe foi mais forte dessa vez, e o menino se desesperou. Ele sabia que o pai não pararia enquanto ele não se lembrasse. Ele o surraria até a morte se precisasse, ele não tinha...
Era isso!
—Piedade. Nunca tenha piedade!
—Gritou, e no mesmo segundo os golpes incansáveis cessaram. Leonardo sentia o coração aos galopes, e a respiração falha como nunca antes. Tentava se recuperar, quando uma mão foi depositada na sua cabeça.
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Juntos por Bella
Roman d'amourTodos merecem uma segunda chance, mas o que fazer quando não se teve nem a primeira? Ou como continuar a viver quando o seu último resquício de esperança se vai? Essas são questões que Leonardo Rizzo busca enlouquecidamente responder, principalment...
