O vento que bate na janela
De uma criança inocente
Vinda do oriente
Perdida em seus pensamentos
Nativa de seus medos
Procurando dormirO vento que bate na janela
Este, cada vez mais forte
Amedronta o desalmado
Esfria o pequeno quartoMenino que já não é
Com dúvida de quem é
Com medo de um vento
Se congela com o ar
E com seus próprios pensamentosImaginamos que seja noite
Pois estamos falando de medo
E medo é o que não podemos enxergar
Em meio a muito barulho
E poucas formas viáveis de se ver
Menino que já não é feliz
Não deseja viverCongelado em meio a tanto barulho
Em meio a tanto vento
Se estremesse mais que as próprias janelas
Procurando aconchego
No seu pequeno refúgio
Seu pequeno cobertorMenino triste
Disseram que era levado
Morozko vindo do vento,
Também chamado Karachun
Vem-lhe buscarTe ranca os pés e cabeça
Te faz pelado em vento de inverno
Te come em sangue de cordeiro
Te chama de caça,
E só existe dias de caçadorPobre menino
Que menina também não é
Em meio a tanto medo
Tantas lágrimas de tristeza
Adormeceu feito um leigo
Já é dia e o sol surgiu
Para esquentar o quartinho
Que o tanto assombrou
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O Meu Deus Não Existe
PoetryPoemas que eu fiz ao longo dos anos, nos meus momentos mais tristes, eu quiz escrever meus sentimentos e o que eu estava passando por meio de palavras românticas e melosas, fiz também para os meus amigos, caso um dia eu deixe vocês mais cedo, quero...