Da mansão ao caixão

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Para mim, contruirei uma mansão

A planta, meu coração já imaginou

Me espantou a rapidez da construção

E toda a empolgação com a obra que se iniciou

Quero apenas materiais raros

Sei que são caros, mas não importa

Se me conforta, ignoro os gastos

E também os outros fatos que minha vida entorta

Que gaste toda a madeira do mundo

O que me interessa é sentir-me realizado

Mesmo que eu fique de casa nova

Em um planeta todo estragado

O tempo passou

E a obra findou

Realizado o sonho

Contudo estava tristonho

O céu estava negro

Com tanta poluição

Receava ao lembrar

Que isso iria parar no pulmão

Mas onde estão as belas paisagens

E a maravilhosa natureza

O canto dos pássaros

E o correr da correnteza?

Eu os destruí, pois pensava:

"Na minha vida não influencia"

Era apenas um ignorante

Que sem perceber, já falecia

ALMA DE POETAHistórias para pegar e não largar. Descubra agora