Rafaela foi criada em um internato neta de um magnata!
Leo um cara sem muitas ambições!
Um amor impossível que precisará enfrentar diversas barreiras, mas será que conseguirão superá-las?
Eu confesso que quase não consegui dormir de tão nervoso, hoje é o dia da minha entrevista de estágio, não sei se vou conseguir, meu terno não é dos melhores, mas é o único que eu consegui comprar, espero que eles não dêem muita importância a esse detalhe, a parte que não estava amarrotada acabou ficando quando subi na moto.
Estava muito calor, mas precisava passar uma boa impressão, estacionei uma rua atrás do prédio onde seria a minha entrevista, tentei ajeitar o meu terno e a gravata, nunca fui bom com laços, mas eu acho que dava para o gasto.
A entrevista estava marcada numa sala do 8° andar, antes de subir o elevador fui ao banheiro, precisava me ver, esse espelho não me ajudava muito pois me dava a noção da completa derrota de como estava vestido, todo ali estava muito arrumado e me olhava meio estranho, mas não vou deixar me abater. Vou usar todo o meu conhecimento.
- Eu estou perdido - falei rindo para o meu eu no espelho.
Quando sai apressado do banheiro esbarrei na criatura mais linda que eu já havia visto em toda a minha vida, ela era uma mistura de anjo vestida de algodão doce, ela acabou derrubando suco no meu já maltratado terno.
- Oh meu Deus me perdoe, eu não vi você.
-Não foi nada.
- foi sim, te sujei todo de vitamina.
- Eu estava a caminho de uma entrevista para estágiar, mas acho que isso é um sinal que não era para ser.
- Me perdoe, não fala assim não, vem comigo que vou te ajudar.
Ela segurou a minha mão e me puxou para um elevador que ficava no último corredor, ela digitou um senha e entramos, dava pra ver que ela trabalhava ali e tinha acesso a um elevador exclusivo, não sei em que andar fomos parar, mas eu confiava nela, ela tinha um cheiro doce e sua mão era macia, espero que ela não note que ainda está segurando a minha, parecia um pouco nervosa.
Quando chegamos ao andar um rapaz muito bem vestido veio ao encontro dela, me olhou dos pés a cabeça e falou.
- Quem é ele Rafaela? Você sabia que não pode revelar esse elevador a qualquer pessoa? Você é nova por aqui e não faz ideia do perigo a que expôs e nós expôs.
- Me desculpe - falei- mas eu não apresento perigo, posso passar todos os meus dados, caso queira investigar, mas ela não tem culpa de nada, a culpa foi toda minha.
- Não precisa se desculpar - Ela falou me olhando e depois se dirigiu ao rapaz - Marcos eu acabei esbarrando nele acidentalmente e olha cono ele ficou, preciso de um dos seus ternos, ele tem uma entrevista agora e não pode ir assim.
- Garanto que isso será o menor dos problemas dele, mas eu te ajudo, venha comigo.
Ela soltou a minha mão e eu segui com ele, antes de sumir de vista me virei e falei "Me espera", rezando para ela entender leitura labial e para minha sorte ela respondeu "Na portaria", fazendo sinal apontado para baixo e sorrindo. Não era possível que isso estava acontecendo assim, meu coração estava disparado como se eu tivesse levado uma descarga de adrenalina.
O tal do Marcos me deu um terno, de longe era superior ao meu, não acredito que aquele anjo rosa fez isso por mim, tínhamos praticamente o mesmo tamanho, o terno serviu perfeitamente para mim.
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- Está ótimo, não precisará devolver.
- Faço questão de devolver, não quero acabe sobrando para ela?
- Para a Rafaela?
- Sim, ela deve ser estagiária e eu sei o quanto é difícil conseguir uma vaga aqui.
- Ah sim, sim, não irei descontar dela, mas por favor não atrapalhe, ela é nova e não pode se meter em confusão.
- Não se preocupe, só preciso agradecer e ir direto para a minha entrevista.
- Você deveria me agradecer, afinal o terno é meu e não se preocupe eu digo a ela que deu tudo certo.
- Ah sim muito obrigado mesmo, como eu faço para chegar no 8° andar? Eu não sei em que andar estou.
- Vou levar você até lá.
Espero que aquele anjo lindo esteja me esperando, ela era a mulher mais linda que eu já vi, tinha um cabelo loirinho e olho de azul que conseguia ver a alma, o perfume dela ainda estava em minha mão.