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Renato:Não fui eu, já disse! Me solta... Não fui eu, pelo amor de Deus, cara! - gritei. - Eu só segurei a faca, não feri ninguém não... Nunca fiz mal a ninguém não! Coé?

Pc: Cala a boca, vagabundo! Cala a boca caralho, fica na tua se não vai ser pior. - me deu uma cotovelada.

Renato: Pergunta ao garoto se foi eu, cara... Pergunta a ele! Não fui eu não, geral viu. Isso aqui tá errado!

Eu estava deitado no chão quase que de cara a poça de sangue daquele menino que eu nunca tinha visto nada vida, nem muito menos tinha nada a ver com toda situação que rolou.

Enquanto um policial tentava me algemar, o outro pisava em meu rosto fazendo com que minha cara ficasse colada ao chão para que eu ficasse imóvel, inerte.

Renato:Vocês tão me machucando po, não sou vagabundo não... Eu não fiz nada! Sou inocente.

Tentei explicar o inexplicável para eles, já que mesmo que eu contasse mil vezes o que de fato tinha acontecido... Ninguém me ouviria! Tava na cara, é sempre assim.

Renato: Eu sou inocente! - gritei. - Deixa eu explicar... Sávio? Savioôô? Fala pra eles! Cadê você? - me balancei. - Me solta, cara! Coé? Pelo amor de Deus, olha o que vocês tão fazendo comigo.

Não adiantou, não adiantava... As conclusões já tinham sido tomadas, tava na cara, o óbvio pra eles é sempre o mesmo, o alvo já é certo.

Então pra que investigar, apurar, averiguar se eles já encontraram quem eles queriam? Se eles já encontraram quem pra eles se identifica com esse papel?

Rebato: Que merda... Que merda! - disse baixo.

Não dava pra ver, mas eu ouvia os gritos e choro da Joyce provavelmente ela estava atrás de mim, ou sendo contida por alguém já que eu não conseguia ver ela em meio aquela multidão que me rodeava, fotografava e filmava.

Quando fui algemado e me levantaram,  pude ver a Joyce que chorava e gritava desesperadamente, ainda tentou vir ao meu encontro mais foi barrada.

Joyce: Ele não fez nada, gente! Solta ele... Ele já disse que não foi ele. - gritou chorando. - Por favor! Ele nunca faria isso. Que merda... Pelo amor de Deus, soltem ele! - disse nervosa.

Na real ninguém nos ouvia, ou fingiam que não. Era só eu a Joyce clamando por minha inocência no meio daquela multidão.

Do outro lado conversando com outro policial estava o Luan que diferente de mim não estava algemado nem nada, apenas conversava amigavelmente. Gritei por ele pedindo pra ele me ajudar e o mesmo me disse que era pra eu ficar tranquilo em meio a sinais!

Joyce: Fala pra eles que eu não fiz isso não, Luan! Eu não feri ninguém não pô, fala pra eles... Que porra é essa véi? Eu vou me fuder! Fala, cara!

Luan: Eu to falando, fica tranquilo! - gritou.

Pc:: Bora... Entra! - me arrastou até a viatura.

Entrar naquele carro, entrar ali no fundo me traziam varias recordações! Lembrei da minha infância, de quando meu pai me dizia que não era pra eu vacilar, não dar bobeira pois se um dia eu caísse ali dentro, naquele camburão eu poderia não voltar mais...

FICHA SUJA (FINALIZADO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora