Lekinho: Tu é um garoto bom, maior judaria isso que fizeram contigo, papo retão mermo. - falou do nada enquanto estávamos sentados no chão durante o banho de sol. - Esse menó que fez isso contigo foi maior filha da puta, vacilao do caralho!
Renato: Nem me fala... Só ódio dele, só ódio! - falei puto, minha feição mudou logo.
Lekinho: Escuta... Se tu quiser a gente pode dar um jeito nele! - disse tranquilo e eu neguei.
Lekinho é um cara maneiro pra caralho, me dá uma moral maneirona desde quando descobriu que eu era cria lá do dendê.
Não pago nem cela, nem chão por isso... Mas em troca dou uma ajuda pra ele com o dinheiro, já que é ele que manda e "administra" isso aqui!
Fora daqui ele tem uns fechamentos lá na comunidade, disse que já fez muita missão por lá e conhece geral, sabe que eu sou cria, sou do bom e por isso me abraçou!
Renato: Não... Deixa estar, o tempo vai cobrar a ele po. Justiça de Deus tarda mas não falha!
Lekinho: Com certeza... Mas qualquer coisa é só falar. A do pai tarda, mas a nossa adianta, tá ligado? - assenti. - Vacilação assim com a gente já tinha rodado faz tempos... No mandamento tá escrito, é última forma. - concordei.
Estranho esse bagulho, estranho saber que no mundo paralelo, o mundo do crime as coisas funcionam mais do que na justiça comum!
Quem tramou paga, quem traiu paga, quem armou paga... Nada fica impune! É o certo pelo certo e o errado sempre será cobrado.
Renato: Graças a Deus que esse domingo já tem visita, mano! Tava ficando maluco já. - falei puto.
Lekinho: Tá doido, hein?
Renato: Ô. - sorri sacana. - É foda po, tá maluco?
Lekinho: To ligado... - sorriu.
(...)
Reanto:Tou sem jeito aqui já, cara! - falei puto.
Joyce: Se vira! - disse virando o rosto e eu a beijei enquanto fodia com ela em pé mesmo.
Joyce é foda! Cela pequena, espaço curto e ela ainda fica com esse ranço, não quer deitar e eu que me fodo tendo que fazer malabarismo. Mas fazer o que?
Tava no melhor do amor, só matando a saudade mas como nada é eterno e tudo aqui é pra cortar a alegria do sujeito, alguém tinha que estragar a minha paz!
Joyce: Que isso?
Renato: Não sei, mas não me importa. - falei ofegante e continuei meu trabalho.
Joyce: Tu não ouviu? - ouvi, mas não tava ligando.
Renato:Liga não... Deve ser alguma doida! - puxei o cabelo dela enquanto socava.
Joyce: Para... Tá rolando alguma coisa! - me cortou novamente quando ouvimos gritos novamente.
Renato: Que caralho! - disse puto e ela já estava se vestindo.
Joyce: O que será que tá acontecendo?
Renato: Não sei, também não me importo com o que seja... Não é comigo. - disse com desdém.
Joyce: É assim que tu fala? Para de ser escroto! - me olhou incrédula. - Tem uma mulher gritando, deve tá acontecendo alguma coisa!
Renato: Ela deve tá fazendo o que eu queria estar fazendo e você me cortou. Ih, mano!
Joyce: Não... Tá rolando alguma coisa! - foi pra sair e eu puxei ela.
Sai primeiro e quando botei a cara pra fora da cela os outros presos já estavam ali e muitos saiam das celas também.
Pra resumir o b.o um preso agrediu a esposa após descobrir que ela tinha passado a noite em uma festa e agrediu ela! Final tomou pau de geral por ter fudido com todo mundo!
Joyce: Meu Deus... Que horror! - disse assustada, impressionada. - To tremendo até agora!
Renato:Fica tranquila! - dei um selinho nela. - Fica tranquila... Tu vem me ver de novo? - ela assentiu mas logo teve que ir porque o sino tocou pela última vez e ela se foi.
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FICHA SUJA (FINALIZADO)
Science Fiction3/5 | Eles querem um preto com arma pra cima! ✊🏿 +18 | LIVRO COMPLETO DISPONÍVEL PARA ASSINATURA.
