O relógio apitou alto deixando um eco no quarto e eu acordei, afobado e com o coração batendo rápido e forte. Coloquei a mão no peito para tentar cessar um pouco as batidas do meu coração que batia feito um louco.
Tentei me lembrar que dia era hoje, mas minha cabeça dóia, e uma memória recente me deixou receoso.
Você. No chão, sem vida, morrendo por um atropelamento e sua imagem diante dos meus olhos eram tão reais, e não um sonho ou miragem.
Aquilo...realmente aconteceu? Você morto, duas vezes?
Eu levantei procurando com o pé meu chinelo e acabei que por ir descalço ao banheiro já que meu calçado estava debaixo da cama.
Lavei o rosto e penteei o cabelo com um suspiro de cansaço, depois de sair do banheiro e quando liguei a caixa eletrônica como de costume e ouvir sua voz soar por ele, aquelas mesmas palavras que eu já ouvi, senti um vasto desespero me tomar.
Aquilo era impossível.
Mas aquelas palavras estavam realmente na minha cabeça, sem pôr nem tirar, com a mesma vírgula.
Eu dispensei o café e tranquei a porta de casa, parando ao lado da porta 15 esperando pra ver como a menina que morava ao lado sairia, e olhei o relógio se pulso contando em contagem regressiva.
_5...4...3...2...1...
_oh_ela se assustou ao meu ver parado na porta, ela estava com o cachorrinho no colo com aquela mesma coleirinha dourada no pescoço do animal pronta para leva-lo pra caminhar._bom dia.
Meus pensamentos estavam confirmados. Eu podia ser louco ou que fosse, mas aquele dia, não era a primeira vez que eu o vivenciava.
Seria a terceira vez, e eu não queria ter que ver você partir de novo.
Nem respondi a vizinha, desci pelas escadas do prédio mesmo pulando de dois em dois degraus e cheguei ao saguão, saí correndo na rua e desci afobado as escadas do metrô ouvindo o murmúrio clássico de segunda feira.
O metrô que eu pegaria, aonde a mãe de Kim Taeil se encontrava passou e eu peguei o próximo, que me levaria pra sua casa.
Eu tinha que garantir que você estava bem e que ficaria bem.
Me sentei num banco sozinho e antes mesmo do metrô parar eu já estava de pé, sendo um dos primeiros a sair dele e saí em passos rápidos subindo as escadas de volta a rua, aonde vários carros transitavam.
Peguei a direita já reconhecendo o caminho e olhei a hora imaginando que à essa hora eu deveria estar chegando no meu trabalho. Mas eu não estava.
Cheguei em frente a um prédio amarelo claro com cinco andares e apertei o interfone, ouvindo a voz do porteiro soar do outro lado me perguntando quem era e com quem desejava falar.
Eu disse meu nome e ele logo abriu o portão porque eu já era acostumado a frequentar aqui e tinha passe livre.
Dei um bom dia a ele com um sorriso falso e subi as escadas com as pernas já doendo e em frente a porta de número 24 eu dei três batidas, me deparando com você vestido com uma calça moletom preta que arrastava no chão, uma camisa branca e a escova na boca com pasta em volta da boca. A expressão sem entender nada em seu rosto.
_bom dia amor._eu entrei pela porta mesmo você não me dando espaço.
Você foi ao banheiro e lavou a boca e eu sentei no sofá vendo sua silhueta, feliz por ter ver, ali, em pé, com calor dentro de si, o coração batendo e sangue correndo por suas veias.
_ o que faz aqui a essa hora Jeon? Você sabe que hoje é segunda feira né?_você perguntou secando o rosto na toalha azul de alogodão que ficava pendurada.
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Stay
Fanfiction"_stay with me, cause you all i need." [shortfic.] [jikook.] [plágio é crime.]