Nas noites mal dormidas
o vento não bate
na janela
e não balança a cortina
Parece que o sono
resolveu fazer uma viagem
sem passagem de volta
Linhas de inseguranças
aparecem
e resolvem costurar memórias
Em seu cobertor
Elas sufocam
numa conchinha
e afundam
Suas esperanças no travesseiro
Viver em São Paulo é assim.
