Capítulo 11

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- Isto não pode estar mesmo a acontecer, ainda não acredito que vou ser mãe. Okay, já tenho 30 anos, já sou adulta e se demorar mais tempo para ter filhos pode ser pior, bem pelo menos é o que os médicos dizem e eu não sou médica, por isso.

- Mi-Joon, podes por favor, parar! – pediu Momo – Por favor.

- É verdade, não paras de falar. – disse Jihyo – Rápido demais.

- Vocês ouviram?!! – perguntou Mi-Joon – Estou grávida!

- Sim, já percebemos. – disse, dando o meu melhor sorriso.

Estávamos no CoffeeMi.

- Qual é o problema??? – perguntou Jihyo.

- O problema é seres mãe??? – perguntou Momo.

- Não exatamente… - disse Mi-Joon pensativa – só que sempre vi a minha vida em festas e viagens para fora do país. Trabalho também. Não imaginei ser tão cedo mãe, e logo à primeira tentativa.

- Ser mãe é um milagre. – disse Jihyo.

- Como é que sabes? Não és mãe. – disse Momo.

- Não. – concordou Jihyo – Mas sou psicóloga.

- Okay. – disse Momo – Mas concordo. Ser mãe é incrível.

- Tu também não és mãe. – disse Mi-Joon.

- Mi, não, não. – Momo suspirou – Não digas isso. Tenho a minha Sarang.

- É diferente. – disse Jihyo.

- Não, não é.

- Na realidade, até é Momo. – disse – Ela não é 100% tua filha, és só a madrasta dela.

- Quem é que a criou?!! – perguntou Momo.

- Mas isso é diferente. – disse.

- Não é diferente. – disse Momo.

- Mas não é como se a tivesses parido. – disse Mi-Joon – Carregado 9 meses, ou sei lá.

- Okay, mas ao contrário de outras pessoas, que são da sua família biológica, eu cuidei dela, eduquei-a e preparei-a para o mundo. Vi-a crescer praticamente, enquanto os outros não quiseram saber dela desde a morte da progenitora.

- Momo, não! – disse Jihyo.

Momo não disse nada, olhando para a Jihyo séria. Jihyo também não tinha uma expressão diferente, enquanto eu e Mi-Joon estávamos confusas.

- Ahm… queres conversar??? – perguntou Mi-Joon, tão perdida quanto eu.

Momo voltou a suspirar.

- São quase 16 horas. – disse Momo – Vou buscar a Sarang à escola. Adeus.

- Adeus. – respondemos.

Momo levantou-se, apanhou nas suas coisas e saiu. Ao mesmo tempo apareceu Taehyung.

- Oh, adeus Momo. – disse ele, acenando – Então? E como estão as minhas miúdas favoritas???

- Olá para ti também, Tae. – disse Jihyo sorrindo.

- Está tudo bem???

- Sim. – respondemos.

- A sério?!!

- Uns problemas… com a Momo. – disse Jihyo, dando um suspiro no final.

- Nem nós sabemos o que é que aconteceu. – sussurrou Mi-Joon.

- Então… como é que está o nosso bebé??? – perguntou Taehyung, abraçando a Mi pela cintura, com um grande sorriso quadrado.

- Bem, na medida dos possíveis. – respondeu Mi-Joon.

Taehyung não disse nada, dando mimos na barriga da mais nova e beijando na sua bochecha. O meu telemóvel vibrou, recebendo uma mensagem. Apanhei nele, vendo que tinha uma ligação perdida da minha mãe.










🦄🐞

Eu sei, desculpem-me. Capítulo pequeno.

O que acham que se passa com a Momo? E a ligação perdida da mãe da nossa protagonista?

Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo.

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