capítulo 3- Eduardo

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Eu estava surpreso com a facilidade da qual ela cuidava da minha filha, wow minha filha, eu acho que nunca pensei em dizer tais palavras mas agora eu tenho a quem dizer isso e é um sentimento muito bom.

Depois de sairmos da empresa fomos pro carro. Eu coloquei estrela no banco de trás e entrei na frente com Letícia, eu estava envergonhado de n saber o nome da pessoa que trabalhava pra mim, mas os erros do passado a gente tenta arrumar com as ações do futuro n é msm.

Estrela era diferente de qualquer bebê, geralmente andar de carro acalma o bebê, mas estrela so fica estressada, eu novamente estava saindo em horário de pico, então juntando o trânsito infernal e o choro de estrela eu estava a ponto de enlouquecer.

Eu estava tentando parecer calmo para Letícia, mas parecia impossível, quando mais uma vez estrela abriu a boca, Letícia a olhou e disse:

- ei ei calma princesa, tá tudo bem, xiii.... calma ta a tia e o papai estão aqui, toma sua pepeta- ela falava com uma vozinha de criança, aos poucos estrela foi se acalmando,

Para distrai-la Letícia ficava fazendo caretas no espelho da frente oq fazia a bebê dar boas gargalhada, eu estava encantado com ela, essa mulher parecia perfeita, eu pude admira-la, com atenção, ela tinha olhos cor de chocolate, eles eram intensos e todas as vezes que me olhava parecia conseguir enxergar até minha alma, eu fica me perguntando como eu nunca tinha reparado na beleza dessa mulher, isso era um baita crime.

- senhor... senhor .... senhor Cortez.... Eduardo- ela disse chamando minha atenção.

- oq houve?

- o trânsito está andando kkk, os tanto olhava?

- nada, deixa pra lá, mas qual é o truque?- ela apareceu ficar confusa com minha pergunta.- como vc consegue acalma-la só com sua palavras.

- acho que eu n sei, se ela ver que estou desesperada, ou com medo, ela se apavora mais ainda, temos que mostrar que está tudo sobre controle. - ela dizia tudo calmamente, eu a ouvia com atenção já que estava no volante.

- vc deve me achar um louco, que n sabe cuidar da própria filha- digo envergonhado.

- eu n tenho que achar nada, acho que vc ainda tá pegando o jeito, isso parece ser algo novo pra vc, eu n sei como ela chegou na sua vida, mas eu sei que n vem manual para ser um bom pai, acho que se existisse a primeira instrução seria, se um pai presente- ela apareceu ficar triste com oq falou é eu fiquei curioso.

- pq vc acha que essa seria a primeira regra?

- há sei lá... Eu n conheci meu pai, sempre achei que n teria passado pelo oq passei se ele estivesse próximo.

- me desculpe então, tocar nesse assunto, deve ter se lembrado de coisas ruins.

- n tudo bem, n o conheci então n há oq lembrar.

O assunto foi embora, e no lugar dele ficou um silêncio constrangedor, até estrela tinha dormido.

- posso te fazer uma pergunta? - ela pregunta a mim.

- Claro.

- n me leve a mal, aconteceu tudo tão rápido, nem lembrei de te perguntar, qual o nome da menina?- puxa era vdd ela n sabia o nome da criança que acalmou.

- o nome dela é estrela.

- bonito nome

- a mãe dela quem escolheu.

- posso saber onde ela está?

- será que podemos n falar disso- tentei soar o menos frio possível, mas parece que falhei na missão, vi ela dar uma muchada e virar o rosto a janela.

Um bebê em minha vida- Degustação-Onde histórias criam vida. Descubra agora