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“1000-7" "993-7" "986-7" "979-7" "972-7" "965-7" "958-7" "951-7" "944-7" "937-7" "930-7" "923-7" "916-7" "909-7" "902-7" "895-7" "888-7" "881-7" "874-7" "867-7" "860-7" "853-7" "846-7" "839-7" "832-7" "825-7" "818-7" "811-7" "804-7" "797-7" "790-7" "783-7" "776-7" "769-7" "762-7" "755-7" "748-7" "741-7" "734-7" "727-7" "720-7" "713-7" "706-7" "699-7" "692-7" "685-7" "678-7" "671-7" "664-7" "657-7" "650-7" "643-7" "636-7" "629-7" "622-7" "615-7" "608-7" "601-7" "594-7" "587-7" "580-7" "573-7" "566-7" "559-7" "552-7" "545-7" "538-7" "531-7" "524-7" "517-7" "510-7" "503-7" "496-7" "489-7" "482-7" "475-7" "468-7" "461-7" "454-7" "447-7" "440-7" "433-7" "426-7" "419-7" "412-7" "405-7" "398-7" "391-7" "384-7" "377-7" "370-7" "363-7" "356-7" "349-7" "342-7" "335-7" "328-7" "321-7" "314-7" "307-7" "300-7" "293-7" "286-7" "279-7" "272-7" "265-7" "258-7" "251-7" "244-7" "237-7" "230-7" "223-7" "216-7" "209-7" "202-7" "195-7" "188-7" "181-7" "174-7" "167-7" "160-7" "153-7" "146-7" "139-7" "132-7" "125-7" "118-7" "111-7" "104-7" "97-7" "90-7" "83-7" "76-7" "69-7" "62-7" "55-7" "48-7" "41-7" "34-7" "27-7" "20-7" "13-7" "6-7" "-1"

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“Agradeço muito a minha vida
          Mas eu juro que eu não penso nela
          Na verdade eu penso em coisas bonitas mas eu só penso em tirar ela
          Mas será que isso é importante?
          Aonde que isso se ressalta?
          Será que eles amam o Lino?
          Será que do Nando eles vão sentir falta?”

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₁₀₀₀₋₇  ₁₀₀₀₋₇
           ₁₀₀₀₋₇ 1000-7    ₁₀₀₀₋₇ 1000-7
              ₁₀₀₀₋₇  ₁₀₀₀₋₇
           ₁₀₀₀₋₇ 1000-7  ₁₀₀₀₋₇1000-7
              ₁₀₀₀₋₇  ₁₀₀₀₋₇
           ₁₀₀₀₋₇ 1000-7=?

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I
          
          A Psicopatologia de Ken Kaneki
          
          Ken Kaneki, o protagonista de Tokyo Ghoul, representa um dos estudos de caso mais interessantes da ficção contemporânea sobre o impacto do trauma complexo, da dissociação e da reestruturação da identidade. Uma demonstração clínica de como o psiquismo se fragmenta para sobreviver a dores físicas e emocionais intoleráveis.
          
          ⸻
          
          O Complexo de Mártir e a Infância
          
          Antes mesmo de se tornar meio-ghoul, a estrutura de personalidade de Kaneki já era disfuncional, moldada por uma infância de abusos ocultos e negligência.
          
          Kaneki cresceu sob o mantra de sua mãe: “É melhor ser machucado do que machucar os outros”. No entanto, a realidade por trás dessa “bondade” era o abuso físico e a negligência. Sua mãe trabalhava até a exaustão para sustentar uma tia exploradora, deixando Kaneki em segundo plano e agredindo-o fisicamente quando estava estressada.
          
          Para suportar a dor de ser rejeitado pela única figura de apego, o inconsciente de Kaneki idealizou a mãe como uma santa. Ele internalizou o sacrifício dela, desenvolvendo um Complexo de Mártir: uma necessidade patológica de se sacrificar por todos, pois, no seu psiquismo infantil, o seu próprio valor estava atrelado à sua utilidade e à sua capacidade de suportar a dor sem reclamar.

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II
          
          O Transplante e a Invasão do Ego: Rize Kamishiro
          
          O ataque de Rize e o posterior transplante de seus órgãos em Kaneki funcionam como uma violação literal e simbólica de seu Ego. Kaneki deixa de ser um indivíduo integrado e passa a coexistir com o “Monstro”.
          
          Rize como a Sombra Junguiana
          
          Na psicologia analítica de Carl Jung, a Sombra representa os desejos reprimidos, os impulsos animais e tudo aquilo que o indivíduo rejeita em si mesmo. Rize, que aparece nas alucinações de Kaneki, é a personificação de sua Sombra. Ela representa o egoísmo, a fome, a agressividade e o desejo de poder que Kaneki sempre reprimiu para ser o “garoto bonzinho”. O conflito inicial de Kaneki não é apenas contra a fome de carne humana, mas contra o medo de aceitar que ele possui instintos destrutivos.
          
          ⸻
          
          A Tortura de Yamori e a Cisão Dissociativa (O Cabelo Branco)
          
          O ponto de virada clínico de Kaneki ocorre durante a tortura infligida por Yamori (Jason).
          
          Diante da dor física extrema, do sadismo e da escolha impossível de decidir quem deveria morrer, o Ego de Kaneki entra em colapso. Para sobreviver ao colapso mental, ele utiliza o mecanismo da Dissociação.
          
          Kaneki adota a mecânica de defesa descrita por Sándor Ferenczi e Anna Freud: a Identificação com o Agressor. Para deixar de ser a vítima impotente, a mente adota os traços do torturador. Ele estala os dedos da mesma forma que Yamori e assume uma postura implacável e fria. O cabelo branco e as unhas escuras são os marcadores somáticos dessa transformação: o Kaneki Humano foi “arquivado” no inconsciente para que o Kaneki Ghoul pudesse suportar o peso da violência.

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III
          
          Amnésia Dissociativa e a Nova Persona
          
          Após o confronto catastrófico com Kishou Arima no final de Tokyo Ghoul, onde Kaneki sofre danos cerebrais e um trauma psicológico massivo, o seu psiquismo recorre à Amnésia Dissociativa. O sofrimento de sua vida anterior era tão devastador que o cérebro optou por “deletar” suas memórias para dar lugar a uma nova identidade: Haise Sasaki.
          
          ⸻
          
          O Ceifador Negro e o Rei de Um Olho: A Integração Final
          
          A evolução posterior do personagem passa pelo “Ceifador Negro” (uma fase de depressão profunda, niilismo e tendências suicidas mascaradas de frieza) até culminar no “Rei de Um Olho”.
          
          A cura psicológica de Kaneki não acontece quando ele elimina o seu lado ghoul ou o seu lado humano, mas quando ocorre o processo de Individuação.
          
          No clímax da história, ao se confrontar com todas as suas versões passadas dentro de sua própria mente inconsciente, Kaneki finalmente para de fugir, de se culpar e de buscar salvadores.
          
          Ele aceita que tudo o que aconteceu, os erros, as mortes, o egoísmo e o sofrimento, faz parte de quem ele é. Ao integrar a Sombra (Rize), a Persona (Haise), o Mártir (Kaneki de Cabelo Preto) e o Agressor (Kaneki de Cabelo Branco), ele se torna um indivíduo inteiro pela primeira vez na vida. Kaneki deixa de ser o reflexo do trauma dos outros para se tornar o autor da sua própria história.

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Ich sage ständig: „Ich brauche keine Freundinnen“, aber in Wahrheit versuche ich nur, meine Einsamkeit zu romantisieren.
          
          Ich hätte schon gern eine beste Freundin. Jemanden, dem ich wirklich vertrauen kann und dem ich alles erzählen kann, ohne Angst zu haben, verurteilt zu werden. Ich möchte Partnerlooks tragen, uns gegenseitig die Nägel machen, zusammen überall hingehen, uns den ganzen Tag Videos schicken, über jede Kleinigkeit lachen und einfach wissen, dass immer jemand da ist.
          
          Ich wünsche mir jemanden, der wirklich präsent ist. Jemanden, der mir süße Videos schickt und sagt, wie schön es ist, mich als beste Freundin zu haben und wie lieb sie mich hat. Ich wünsche mir einfach so eine Freundschaft, die für andere ganz normal zu sein scheint.