Espero que gostem, runners!
Boa leitura 📖
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Perdi a conta aos quilómetros que já percorri e as horas que já passaram, continuo a conduzir o mais rápido que posso pelo deserto para chegar o mais rápido possível ao Bloco A. Sinto-me nervosa e ansiosa porque não sei o que vou encontrar quando chegar ao Bloco, não sei o que pensar neste momento.
- Eu não os posso perder. – Digo para mim mesma respirando fundo. – Não posso.
Começo a avistar o Bloco A o que me faz acelerar mais ainda, quando estou perto do edifício percebo que não há seguranças em lado nenhum, o que significa que o quer que o Braço Direito fosse fazer, já o fez e eu cheguei tarde mais.
Estaciono o jipe ao lado do Bloco perto da porta que está aberta, agarro na minha arma e saio do jipe entrando no edifício. No corredor que dá até à sala principal, estão três corpos caídos no chão que parecem ser guardas da CRUEL, quando entro na sala principal o meu coração para. O meu irmão está caído no chão com uma lança atravessada no seu peito, corro na sua direção e agacho-me examinando-o.
- Meu Deus, Gally, por favor não. – Coloco dois dedos no seu pescoço. – Tens pulsação, G. Eu vou cuidar de ti, espera...
Saio dali a correr e vou até à ala médica, agarro numa maca e coloco em cima dela: uma agulha; linha para o coser; desinfetante e compressas. Saio da sala com a maca e ando rapidamente até Gally, aproximo-me dele e coloco as coisas ao seu lado no chão.
- Ok, vamos para a maca sim? – Passo a minha mão no rosto frio de Gally. – Mas primeiro tenho de tirar a lança, ok? – Colco as minhas mãos na lança. – Vai ser como tirar um penso rápido, mas mais doloroso, vou contar até 3. 1 ... - Arranco a lança e atiro-a para longe. – 2, 3 já está.
Coloco o braço de Gally por cima dos meus ombros e levanto-o, com muito esforço consigo deitá-lo na maca. Coloco novamente dois dedos no seu pescoço e sinto novamente a sua pulsação, embora esteja bastante fraca.
- Tu vais sobreviver, Gally. Eu vou tratar de ti. – Rasgo a sua t-shirt e vejo que foi picado por um Verdugo. – Merda, merda, merda!!! – Corro até à ala médica outra vez e começo à procura de uma cura. – Vá lá! Tem de existir uma por aqui algures!
Abro vários armários e gavetas em desespero e finalmente encontro alguns tubos de ensaio com um líquido que me parece ser a cura, passo o conteúdo para uma seringa e corro na direção de Gally.
- Por favor, que seja isto, por favor! – Murmuro enquanto injeto o conteúdo em Gally, ele respira fundo e abre os olhos. – Hey G., estou aqui, eu estou aqui. Vou tomar conta de ti. – Ele fecha os olhos e eu volto a medir a sua pulsação. – Ok, ainda estás vivo. – Respiro de alívio e faço uma pequena carícia na sua bochecha.
Agarro no desinfetante e desinfeto tanto a picada do Verdugo como o golpe da lança, Gally está a respirar calmamente o que me está a tranquilizar e ter a certeza que o que lhe injetei era a cura. Pego na agulha e na linha e depois de desinfetar as coisas começo a cosê-lo.
- Ok, eu estou a tremer bastante, por isso não vais ficar com uma cicatriz bonita, mas fazes uma tatuagem por cima depois. – Brinco e encaro o seu rosto adormecido durante alguns segundos. – Eu tive tantas saudades tuas, Gally. Eu nunca mais te vou deixar.
Quando acabo de o coser coloco uma compressa por cima de cada ferida, ando até a ala médica, outra vez, procuro algumas vitaminas e nutrientes e coloco tudo numa seringa, agarro ainda em dois cateteres e num tubo e volto até Gally. Injeto as vitaminas no seu corpo, depois coloco o cateter no seu braço e o outro cateter no meu e coloco o tubo em cada ponta do cateter.
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Running | The Maze Runner
Fiksi PenggemarA única coisa na vida que temos como garantida é o fim, tudo resto é o percurso. O de Chloe não podia ser mais agitado. Correr pela sobrevivência, lutar pela liberdade, proteger os seus companheiros e amigos, reencontrar pessoas inesperadas, perder...
