TAYLOR
Olho para Sophie dormindo na minha cama. Linda... seus cabelos espalhados pelo travesseiro, seu corpo nu, parcialmente coberto pelo sobre lençol.
- O que vou fazer com você Sophie? - Falo baixinho acariciando suas costas.
Depois da minha pequena viagem para visitar a minha mãe. Sophie baixou a guarda e transamos. Na nossa primeira vez no beco ao lado do bar, eu já tinha amado estar com ela. Porém nada se compara a tê-la em minha cama. Poder amá-la do jeito certo. Pude saborear de cada pedacinho desse corpo delicioso.
Está mulher me leva ao céu e ao inferno em minutos, ouso dizer segundos. Aquela noite achei que tínhamos avançado, ela finalmente conversou comigo sobre seu noivo. Eu já tinha ouvido falar sobre o que aconteceu com ela. Mas não tinha como saber até onde era verdade. Ouvi-lá me contar, a dor refletida em seu olhar. Foi como abrir uma avalanche de sentimentos que estavam trancados. Percebi o momento em que transbordou. Aquela não era mais a Sophie divertida e espontânea. Era a mulher que perdeu uma filha e o noivo.
Poxa é foda! Não consigo nem imaginar o tamanho de sua dor. Ter a vida planejada com uma pessoa. E esta ser arrancada de você. De um momento para o outro, ela me falou que conseguiu chegar a tempo para se despedir e ouvir ele dizer adeus antes de partir para cirurgia, logo depois ela sentiu uma grande dor era sua vez de entrar na cirurgia. Ela estava destruída e não podia pedir socorro mal sabia que teria que começar, traçar novos planos para sua vida.
Queria poder aliviar a sua dor. Mostrar que ela é uma mulher forte que consegue superar, que seguir em frente não significa esquecer.
Mas o único momento que sinto ela totalmente comigo é quando transamos. Já tentei conversar várias vezes mas ela foge, se esquiva. Não dando abertura para mim.
Já percebi que ela vêm usando o sexo como anestesia para dor. Me sinto mal por isso, não acho certo. Mas quando eu lhe nego, querendo conversar em vez de tranzar ou pelo menos antes de tranzar (já que é inevitável estarmos no mesmo metro quadrado e não cedermos a luxúria) ela procura outros homens, e este não seria o problema (pelo menos é o que prefiro pensar) se ela não ficasse totalmente sem filtro. É uma mulher linda que chama a atenção sem dúvida. Porém se coloca em risco desta maneira.
Ontem quando cheguei à boate e a avistei dançando. Ela nem olhou para a pessoa atrás dela direito.
Eu não podia deixá-la. Eu não posso deixar ela continuar assim, meu coração se aperta olhando ela aqui deitada tão frágil, vulnerável. Quero cuidar dela, quero que confie em mim,
Poxa, não quero ser o amigo colorido! Quando ela me fala isso tenho vontade de bater nessa bunda gostosa dela até ela enxergar que estou aqui para ela, para ajudar ela a passar por isso. Que não precisa se fechar para o mundo.
Quero que ela aprenda a me amar. Assim como eu já a amo. Porque sim eu a amo, tanto que dói ficar na expectativa de conquistar um mísero pedaço de seu coração, na expectativa sem saber como ajudá-la. Não posso pressioná-la porque se não ela foge assim como fez com a amiga Emma, e comigo quando nos conhecemos. Preciso encontrar uma maneira de ajuda-lá...
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Apenas Amigos
RomanceUma mulher que teria tudo para ter a vida perfeita. Porém uma perda enorme fez com que erguesse muros ao redor de seu coração. Afinal para que amar se isso machuca? E aproveitar o que os homens tem a oferecer por uma noite é mais divertido... Sofie...
