Passeio ao teatro

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No caminho para a escola Mabel andava de cabeça baixa, seu maior medo era que todos da escola descobrissem as travessuras que ela fazia com o Lucas. Sendo assim ela perderia a fama de menina tagarela e fofa.

- Está tudo bem Mabel? Perguntou Carmem segurando o pulso de Bel para ela parar de andar.

- Oi, está sim! – Respondeu Mabel e em seguida desviou o olhar.

- Você está cabisbaixa, me conta o que houve? – Perguntou pondo o cabelo atrás da orelha e se abaixando para ficar na altura de Mabel.

- Mãe, você sabe o motivo por eu estar assim, eu não AGUENTO MAIS FICAR RESPONDENDO SUAS PERGUNTAS. POR QUE SEI QUE NÃO VAI SE IMPORTAR COM O QUE DIGO. – Respondeu Bel com o tom de voz embargado e alto, em seguida saiu pisando duro.

- Isso é jeito de falar com sua mãe? Volte aqui mocinha! – Repreendeu Carmem dando passos largos para alcançar Mabel.

Mabel estava andando tão freneticamente que nem reparou que a Malu estava acenando para ela, Malu por sua vez, percebeu que Bel a ignorou e ligeiramente abaixou a mão e em seguida abaixou a cabeça.

- O que aconteceu Malu? – Perguntou abraçando- a.

- É a Mabel, acho que ela ainda está com raiva de mim! Respondeu com o tom de voz baixo.

- Relaxa Malu, o que a Bel tem de inteligente ela tem de esquisita. Uma hora ela volta a falar com você! – Afirmou dando um breve sorriso – Espera, aquela não é a mãe da Mabel? – Perguntou apontando para Carmem.

- É sim! – Afirmou Malu inclinando a cabeça.

- Que estranho, o que ela faz aqui? – Se perguntou Sophia com as mãos no queixo.

- Eu não sei, será que aconteceu algo? – Calma, aquela não é a dona Lúcia mãe do Lucas?

- Se aconteceu algo eu não sei, mas aquela moça é sim a mãe do Lucas. Malu só vamos saber o que houve se formos lá.

- Mais isso é feio, se chama bisbilhotar! – Afirmou Malu cruzando os braços.

- Você está errada, isso se chama curiosidade! – Afirmou Sophia pegando no braço de Malu e indo em direção ao responsáveis de seus colegas.

O colégio estava cheio, tinha crianças por todo lado. Umas brincavam de pique pega e outras de amarelinha, porém esse não era um dia qualquer, pois havia uma responsável de um aluno se queixando sobre uma briga que houve no dia anterior na classe 1402. Todos estavam reunidos, incluindo a aluna do mal-entendido.

- Onde está a diretora Paula? – Perguntou Carmem olhando em sua volta.

- Oi dona Carmem, fiquei sabendo que queria conversar comigo! Do que se trata? – Perguntou Paula com um breve sorriso e indo em sua direção.

- A senhorita ficou sabendo que houve uma briga na classe da professora Andressa? – Perguntou cruzando os braços e olhando fixo para a diretora.

- Não estou ciente de nada, mas o que aconteceu? – Perguntou Paula pondo seu cabelo atrás da orelha.

- Imaginei que não soubesse, ontem um aluno chamado Lucas agrediu a minha filha Mabel e a senhorita Andressa não fez nada a respeito.

- Eu te entendo dona Carmem, mas agredir é uma palavra muito forte. Talvez foi só um pequeno desentendimento da parte deles, eles são crianças irão discutir sempre. Além disso, eu confio na professora Andressa. Se ela não recorreu a mim é por que ela soube lidar com a situação. – Afirmou Paula impondo certeza no que dizia.

- Desculpe, mas vocês se enganam muito com essa professora.! Um aluno agride minha filha e ela não faz nada, como a senhora quer que o colégio Espinal Capello se torne um ambiente de prestigio, se a professora não se importa com o que os alunos fazem quando ela está ausente? – Perguntou Carmem e em seguida deu um sorriso sarcástico.

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