Lucas não enfatizou o chilique de Mabel, pois ele sabia que no fundo ela era uma manteiga derretida. O menino tirou suas próprias conclusões pela atitude de Bel no estacionamento, além disso, Lucas usou a trégua como uma desculpa para se aproximar da menina, pois ele sabia que Mabel estava se sentindo culpada pela má atitude que teve de manhã, e ela não teria outra escolha a não ser aceitar a trégua de Lucas.
A viagem durou 30 minutos, pois não havia congestionamento. Ao chegar, a diretora Paula estava aguardando a classe 1402 na entrada do Espinal Capello.
- Olá classe, gostarem da peça? – Perguntou subindo no ônibus.
- Sim diretora! – Afirmaram com entusiasmo.
- Fico muito feliz que tenham gostado, enfim... quero que se retiram em fila e me aguardem de frente o colégio.
A classe cedeu com as ordens da diretora, Mabel, por sua vez, para chamar a atenção de Lucas cutucou seu ombro.
-Mabel: Lucas! – Chamou cutucando seu ombro
- Oi Mabel! – Respondeu virando-se para traz.
- Eu não te odeio! – Citou com os olhos vidrados no menino
- Não entendi! – Respondeu Lucas.
- Hoje cedo eu falei que te odiava, me desculpa! – Citou abaixando a cabeça.
O pequeno Lucas foi surpreendido com o pedido de desculpas de Bel, ele não fazia a mínima ideia do por que desse arrependimento repentino. Lucas, sabia que era mais provável estourar uma Terceira Guerra Mundial no Brasil do que Mabel assumir que estava errada.
Lucas, por sua vez, pensou nas brincadeiras de mal gosto de Mabel, mas naquele momento ele queria esquecê-las, pois não valeria a pena ficar pensando na má personalidade que ele criou de Mabel. O menino, estava disposto a conquistar a amizade de Mabel, ele não se importava o quão difícil seria encarar a menina de personalidade forte, com o pedido de desculpas de Mabel o encorajou a conquistar sua confiança aos poucos. Se depender de Lucas essa trégua entre eles irá durar para sempre.
- Tudo bem Mabel, eu te perdoo! – Respondeu dando um breve sorriso.
- Obrigada! -Respondeu Mabel dando um doce sorriso, em seguida se juntou a suas amigas.
A classe 1402, estava reunida de frente ao colégio Espinal Capello. Havia vozes dos alunos em todos os grupos, uns falavam da peça sobre Xenofobia, outros falavam sobre a semana de provas.
- Estou assustada, a semana de provas está se aproximando! – Afirmou olhando o calendário em seu celular.
- Verdade, só de pensar que vou ter que estudar para a prova de matemática, me dá arrepios! – Afirmou tendo calafrios.
- Pra que esse medo? São só provas! – Afirmou Bel pondo uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.
- Você fala isso por que é inteligente Mabel! – Espera, que pulseira linda que está em seu pulso Mabel! – Afirmou pegando no pulso de Bel.
- Obrigada! – Respondeu dando um sorriso amarelo.
Naquele momento Mabel queria virar um avestruz, para colocar sua cabeça em um buraco, pois não queria que suas amigas perguntassem de quem ela ganhou a pulseira. Se Malu e Sophia soubesse que foi presente do Lucas, Mabel iria ser importunada até o fim do ano letivo.
Mabel, ligeiramente começou a pensar em várias respostas para a futura pergunta de Malu. A pequena Mabel estava tão desesperada que qualquer resposta sem sentido era válida.
- Quem lhe deu essa pulseira? – Perguntou olhando fixo para o pulso de Mabel.
- Ganhei da minha mãe! – Afirmou dando um breve sorriso.
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Relatos de uma adolescente
Ficção Adolescente⚠️Classificação indicativa: +14 Sinopse: A vida juvenil, é um pouco peculiar. Pois há jovens prontos para mergulhar na juventude, e outros que irão se assustar com as armadilhas da vida juvenil. Relatos de uma adolescente, é um livro feito para esse...
