A Infância

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''A infância é uma etapa de nossas vidas tão doce, imaginamos o mundo um lugar simples de viver. Que nem temos vontade de crescer! ''

- Yasmim Santos

- O que aconteceu com Lucas? Por que ele está indo atrás de Mabel? – Perguntou Minnie se aproximando de Sophia e Malu.

- Ora, eu tinha pedido para ele ir atrás de Mabel, ela parecia estar muito brava! Mas a Sophia disse que se ele se aproximasse dela, ela iria virar uma bomba! – Afirmou Malu esbugalhando os olhos.

- Entendi, vocês nem deveriam se preocupar, a Bel é assim mesmo. Toda esquisita! Bom... Tenho que ir para casa, até mais meninas! – Despediu-se Minnie.

- MINNIE ESPERA, SUA MÃE NÃO IA VIR TE BUSCAR? – Gritou Malu.

- SIM, MAS ELA ESTÁ OCUPADA! – Respondeu se virando.

- ENTENDI, ATÉ MAIS! – Gritou Malu acenando.

- ATÉ! – Respondeu Minnie acenando.

Minnie Morgan, uma criança pouco citada em Relatos de uma adolescente, uma menina meiga e tímida. Mas determinada a realizar seus sonhos.

A pequena Minnie andava pelas ruas do Rio de Janeiro com a mente nas nuvens, olhava para as pessoas ao seu redor com um doce sorriso em seu rosto. Tudo para ela era motivo de imaginação, se as folhas de uma árvore caíssem era sinal de que o outono chegou, mas para Minnie Morgan, a árvore estava morrendo e isso a deixava triste. A mentalidade fértil de Minnie a tirava da realidade, e isso a torna especial.

- MÃE CHEGUEI! - Gritou Minnie. – MÃE... ESTÁ EM CASA? – Gritou  procurando-a. – Pelo visto não está! – Afirmou para si mesma, em seguida deu um leve suspiro.

Minnie foi para seu quarto e colocou sua mochila em sua cama, e avistou um lençol branco sobre ela. A menina pegou o lençol colocou por cima de seu uniforme, e começou a andar nas pontas dos pés. Sob o teto de seu quarto cheio de constelações. Minnie Morgan estava deixando ser levada pela sua imaginação.

- Aplausos para a senhorita Morgan!

Com seus olhos fechados, Minnie imaginava a plateia aplaudindo de pé.  A sensação que ela sentia era seu coração saltando para fora de seu peito de tanta alegria.

- Obrigada pessoal, muito obrigada! – Agradecia abaixando freneticamente o tronco de seu corpo.

- Minnie, o que está fazendo? – Perguntou sua mãe entrando no quarto.

- AH oi mãe, nem te vi chegar!

- Claro que não, você estava entretida  fazendo... sei lá o que! – Como foi a peça?

- FOI... INCRÍVEL! – Respondeu entusiasmada.

- Imagino, espera... Esse é o lençol limpo que deixei sob sua cama para você guardar? – Perguntou Margarida apontando para o lençol.

- Estava limpo? – Perguntou dando um sorriso amarelo.

- Sim, estava limpo. Mas pelo visto não está mais, você nem se quer tirou esse uniforme Minnie! – Repreendeu Margarida.

- AH mãe, me desculpa! É que eu estava imaginando...

- Minnie, é normal crianças da sua idade ficarem imaginando histórias, mas você não pode sair pegando os lençóis de sua cama para serem usados em suas brincadeiras! – Repreendeu Margarida a interrompendo.

-  Eu tinha visto o lençol como um vestido branco, então... eu comecei a imaginar que estava em cima do palco. E todos me aplaudiam de pé, foi tão emocionante. – Citou Minnie se deitando em sua cama.

- AH, minha filha parece que essa peça te fez muito bem, está até imaginado que é uma artista! – Afirmou Margarida dando um breve sorriso.

- ME FEZ MUITO BEM! – Respondeu dando um grande sorriso.

- Minnie aproveite sua infância, porque quando crescer virão as responsabilidades! – Afirmou passando a mão em sua cabeça.

- E quem disse que quero crescer? Quero ser criança para sempre! – Afirmou apontando para as constelações que estavam sob o teto de seu quarto.

- Minnie, infelizmente não temos escolha, e olha só para mim, cresci, me casei e dei a luz uma menina linda, cheia de imaginações. E não me arrependo de ter crescido! – Afirmou com os olhos cheio de lágrimas.

- OH mãe, não chore! – Afirmou abraçando-a.

- Tudo bem, agora trate de tomar um banho, você chegou e nem tirou esse uniforme! – Afirmou secando suas lágrimas.

- Tá bom, estou indo! – Saiu de seu quarto fazendo corpo mole.

- Porque está fazendo corpo mole? Vá tomar seu banho, e vê se não imagina que é uma princesa do gelo!

-  MÃE VOCÊ ME DEU UMA ÓTIMA IDEIA! - Afirmou abrindo um sorriso, em seguida saiu correndo.

-MINNE MORGAN, NÃO SE ATREVA A BRICAR NO BANHO!

- Pode deixar dona Margarida! – Afirmou colocando a cabeça na porta de seu quarto e piscando seu olho esquerdo, em seguida saiu correndo.

- AH, essa menina me deixa de cabelo em pé! – Afirmou para si mesma.

A pequena Minnie, por sua vez, não deixou ser levada pela sua imaginação. Pois sua mente estava pesando em algo assustador, a adolescência. O que sua mãe tinha mencionado a deixou com receio, a frase não parava de se repetir em sua cabeça '' Aproveite sua infância, porque quando crescer virão as responsabilidades. ''

Freneticamente Minnie respirou fundo e fechou seus olhos e ficou debaixo do chuveiro por alguns segundos, no entanto Minnie, optou pela única coisa que a deixava calma, era sua imaginação.

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