Erguendo minhas defesas

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James Potter fodia muito bem

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James Potter fodia muito bem.

Foi o que Lily pensou enquanto sentia o cheiro amadeirado dele ao seu redor. Ela não desejou abraçá-lo depois do sexo, mas James a puxou sem perguntar e Lily sentia-se confortável demais para afastá-lo, apesar de se sentir ligeiramente estranha.

Ela, enfim, conseguira matar sua curiosidade de anos sobre James. E tinha valido a pena cada segundo. Era anormal estar deitada ao lado de uma pessoa, pós-sexo e não se sentir frustrada; pelo contrário, havia um sentimento de calma no seu peito, libertador, porque agora tinha certeza de que não era frígida. A culpa de fato não fora sua ou não somente sua.

Nenhum dos seus ex-namorados conseguira reconhecer o seu tempo e que Lily precisava de paciência e um pouco de esforço. Claro que deveria ter falado algo, ter se posicionado, conversado, em especial com Amos – que fora seu relacionamento de mais longa data – e não apenas ter fingindo orgasmos enquanto secretamente desejava que terminasse logo.

Lily apenas achava mais fácil não lidar com aquilo, conformando-se com o que possuía. Contudo, não mais. Não quando descobrira exatamente o que estava perdendo todos aqueles anos.

Finalmente conseguia compreender que não era exagero o que Marlene costumava falar sobre se ter um orgasmo. Ela não podia pensar em algo que pudesse explicar o que sentira, mas parecia que acabara de comer o chocolate mais delicioso do mundo (evidente que doces não a faziam se revirar de prazer ou sentir como se existisse uma explosão de sensações dentro de si, porém ainda era a melhor metáfora que conseguia pensar) e seu corpo aproveitava a endorfina liberada, levando para longe o nervosismo que Lily havia sentido durante o dia.

Ficou por alguns minutos com o corpo entrelaçado no de James, sentindo a respiração dele normalizar, quando seu próprio corpo começou a esfriar e o ar frio tocou a sua pele, incomodando-a. Lily lembrou-se que não havia ligado o aquecedor, então, mesmo a contragosto se levantou, não sem antes ouvir um protesto vindo do Potter.

— Eu vou ligar o aquecedor, antes que fique frio demais aqui e tomar um banho — ela o olhou, os braços flexionados atrás da cabeça. Ainda não tinha se acostumado a vê-lo sem camisa e tentou não encarar demais. — Então... quer vir?

Ele riu, quase pulando da cama.

— Não precisa perguntar de novo — disse ao agarrar a sua cintura, o rosto afundando no pescoço de Lily.

A ruiva sorriu, mas colocou a mão no peitoral firme e o empurrou levemente.

— Não é um convite para uma segunda rodada, Potter — avisou e pegou o controle do aquecedor do quarto, ligando-o.

— Não?

— Não — respondeu Lily andando em direção ao banheiro da suíte, sendo seguida de bem perto por James. — Achei que você iria querer tomar um banho.

Cross the line / JILYOnde histórias criam vida. Descubra agora