Aquela em que Lily Evans cria uma checklist e James Potter se oferece para ajudá-la. Ou; aquela em que James Potter encontra uma checklist +18 da vizinha por quem ele tem um precipício.
[Jily • UA]
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• Quarta-feira, 25 de outubro de 2018 – 05h27m •
— Eu só queria que ele não fosse um completo idiota — disse Lily, as palavras meio chorosas, enquanto se virava na direção de Marlene. — É pedir muito? Um cara na minha vida que não seja um patife?
— O seu bafo de álcool está me sufocando.
Elas estavam dentro de um táxi, sentadas no banco de trás, rumo ao prédio de Lily. Era uma madrugada congelante em Londres, mas todo o álcool que ruiva experimentara naquela noite ainda parecia estar correndo pelas as suas veias, o que lhe dava uma falsa sensação calorosa de conforto.
— Por que eu sempre escolho os idiotas? Quer saber? Eu deveria admitir que nunca vou dar certo com ninguém... Nem para sexo casual, e tudo seria mais simples — dramatizou Lily, ainda falando perto do rosto de Marlene, que teve que colocar a mão no rosto da amiga a fim de não ser envolvida por todo aquele hálito de álcool. — É tão injusto! Porque... — Lily, finalmente, jogou-se no banco e afastando-se de Marlene que respirou aliviada. — Ele é um gostoso do caralho. E me deu dois orgasmos! Você sabe o que é isso? Eu nunca tinha dito nenhum e, então, dois!
O motorista arrumou os ombros, apesar de não ter virado para olhá-las e a morena teve a impressão que o homem tentava não rir.
— Achei que você não queria falar sobre ele — lembrou Marlene.
Assim que aquela noite começou, Lily deixou claro para a sua melhor amiga que não queria falar sobre James Potter. Obviamente que Marlene não se deu por vencida e tentou arrancar algo de Lily, que somente reafirmou que o assunto James Potter estava acabado, pelo menos, por aquela noite. No momento em que ele ligou, enquanto estavam no bar, Marlene permaneceu atenta, tentando capturar qualquer coisa, porém, Lily manteve a sua palavra e nada saiu da sua boca sobre o Potter...
Pelo menos até aquele instante, em que o álcool estava alto em suas veias, e Lily não conseguia mais guardar os seus pensamentos exclusivamente para si.
— Eu apenas queria.... sabe...? — ela suspirou e Marlene fez uma careta quando hálito de Lily de tequila com limão acertou o lado direto do seu rosto.
— O quê?
— Continuar dando para ele — respondeu Lily. — Ele precisava só não ser um idiota. Mas agora não sei mais o que pensar... Continuo dando para ele e ignoro meu sensor de perigo? — ela pareceu lembrar de algo e deu um pulo no banco, virando-se rapidamente para Marlene, que arregalou os olhos, surpresa. — Dezenove!
— O que é dezenove, sua doida?
— O tamanho do pau dele — respondeu como se fosse óbvio e o motorista tossiu em uma quase risada. — Você queria saber! Ah, claro... Não posso ter certeza, já que não medi, então talvez um dezenove e meio? Mas poderia apostar em dezenove.