" Início de tudo, ficar grávida aos 17 anos nem é o maior problema na minha opinião, o problema é contar para o suposto pai dele, que não gosta de mim, e nem sabe da minha existência, então o que basta fazer é da um jeito ou sumir de vez. E eu não s...
Maldição seja minha vida! Tudo tá dando errado, agora descobri que Renata fala de mim pelas costas, eu já estou de saco cheio desse povo que não tem nada do que fazer da vida.
Entrei na minha sala estressada por ter passado a noite toda procurando um apartamento que esteje nos meus orçamentos, eu achei um mas fica num bairro muito longe e um bairro muito perigoso — só não é tão perigoso do que morar em baixo do mesmo teto com uma cobra —, fiquei a noite escutando ela falando mentiras pra mim, mesmo eu tendo escutado tudo em baixo da arquibancada.
A porta da sala bateu contra a parede chamando a atenção das poucas pessoas que estavam ali, Finn que sempre chegava cedo não perdeu a oportunidade pra me irritar, não vem não! Hoje os meus hormônios estão fervendo!
— tá estressada hoje gatinha? – zombou e eu tive que contar até 10 para não explodir de vez e apanhar, era tudo que eu precisava evitar.
— porque?! Tá tão óbvio?! - a intenção não era ser grossa, mas já que foi né. O resto é correr.
— tá corajosa hoje né! - levantou e se aproximou.
— já acabou!? eu quero sentar, minhas pernas tão me matando - bebê que pesa, só é um mês de gestação dramática, e esse moletom me sufocando no verão tô quase arrancando isso e mostrando meu abdômen tanquinho.
— pode passar... - disse para mim e logo abrindo passagens para eu chegar a minha carteira, assim que eu passei por ele senti suas mãos na minha costa me empurrando pra frente, com tamanha força que eu quase nem tinha me apoiei antes de cair no chão de barriga para baixo.
Já puta mesmo, me virei com tudo acertando um belo tapa na cara do maior, agora é só correr lesa, ao notar a besteira que eu fiz sai correndo porta a fora da sala, tendo o moreno logo atrás de mim esse que agarrou o meu moletom, em um ato de desespero pra não apanhar fui me entortando toda até o moletom sair de forma desengonçada, então me pus a correr deixando o mesmo para trás.
Mas nem havia notado que eu já não estava mais com a minha capa protetora e que eu estava só de blusinha de alça fina e uma laggie, calça jeans estava fora de questão. Minha barriguinha tava as vista pra quem visse e é óbvio que eu entrei em desespero e agora?! Respira é só dizer que você comeu muito salgado — o que não chega a ser mentira —, a minha fome estava maior do que antes, fazendo eu comer mais do que o certo.
Olhei para trás para ver se o mesmo ainda me seguia, relaxei ao ele ter desistido de me seguir, suspirei e logo dei de cara num tronco duro, nossa, sorri amarelo ao ver que era o pai do meu feto se me tratar mal tu nunca vai saber desse filho.
Deixei os meus braços há frente do meu corpo para esconder o mondronguinho da minha barriga, ele arquiou a sobrancelha e eu já estava entrando em desespero, fui me afastando dele devagar, sem levantar suspeita.
— o que está escondendo?
— e-eu? N-nada Ha! - continuava me afastando, e rindo que nem uma louca eu quero me livrar logo dessa escola meu Deus, Aidan era esperto, eu sabia muito bem disso e isso me preocupava e muito, se eu não fosse mais esperta que ele sem dúvida ele já teria descoberto.
— por que sua barriga tá inchada? - inchada? vou dar é um inchado na tua cara é teu filhoinútil.
— comi muita besteira – continuava me afastando até chegar ao ponto onde eu pudesse correr e sumir de perto desses brutamontes.
Aí quase fui descoberta, eu precisava ser mais descreta eu vi como ele me olhava como se estivesse desconfiado, eu era uma boa mentirosa mas eu acho que ele tem um radar de detectar mentiras, aparente, mas um dia sem que ninguém descobrisse essa gravidez.
Eu precisava ser mais convincente, mas esperta sem levantar suspeitas eu tinha que sumir das vistas da Renata o mais rápido possível, e antes que todos descubra que eu enbuchei ja estarei longe estudando em forma remota na minha casa, sem correr o risco de levar um calote da Renata e de todos ao meu redor.
🌼
Assim que sai da escola primeiro que todos - por ainda estar só de leggie e uma blusinha que alça - fui a uma lanchonete e pedi um lanche simples antes de seguir até o bairro onde eu irei conhecer o meu novo apartamento, isso vai ser bem cansativo e muito complicado além de que eu posso sofrer algum acidente e não ter ninguém.
Pensando desse jeito quase mudei de ideia e contei pra Renata sobre a gravidez, mas logo passou assim que lembrei sobre ela falando de mim, oush quenga que me apunhala pelas costas.
Assim que terminei e paguei, esperei no ponto de ônibus até seguir direto para o bairro.
Sem condições de pegar um ônibus e ainda dar uma pernada até chegar no meu destino, quero ver quando eu não conseguir mais andar, quero saber onde que eu vou enfiar minha cara nessa merda toda, Ah se eu tivesse ficado em casa, não estaria passando por essa mudança radical toda.
— você deve ser ____? - um senhor de meia idade estava na porta do edifício que eu notei não ter segurança, menos um ponto. Pegar ou largar, prefiro pegar.
— sim, senhor. Vim para alugar um apartamento. - ele concordou e me guiou até o andar, o edifício era precário mas muito bem limpo, além de ter 4 andares e eu fiquei justo no último.
— o elevador quase sempre não funciona, os moradores usam mais as escadas por medo de ficarem presos - era só o que me faltava, buxuda ainda ter quesubir quatro lance de escadas.
— tudo bem senhor. - tudo bem nada.
— não é um edifício bem reformado, mas é bem aconchegante e acolhedor. - ele sorriu simpático e eu concordei, era mil vezes mais acolhedor do que o meu antigo apartamento.
Minha decisão estava tomada.
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Olámeusamores, desculpempelo sumiço estavasem ideia e disposição.
Tentareiatualizarmaisvezes, esperoque tenham gostado do capítulo, nãoficoucomo eu queria.