Inefável; uma pequena palavra com um significado tão grande e carregado de mistérios, inefável entre tantos adjetivos é algo que não podemos descrever em razão da sua natureza ou beleza. Seria correto dizer que alguns acontecimentos em nossas vidas...
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- Louise Narrando -
Eu não conseguia acreditar no resultado, eu fiz mais duas vezes e mesmo assim não acreditava, a minha única reação foi chorar, era surreal demais para ser verdade. Tomei um banho e fiquei na cama com a Alexia, ela tentava me animar mas estava difícil.
- Eu vou ser uma ótima tia - acariciou o nome cabelo
- Não acredito que isso está acontecendo - suspirei e limpei o meu rosto
- A brincadeira é boa mas as vezes acaba muito mal e no caso esse é o muito mal - falou e riu sem humor
- Antes não tivesse brincado - me sentei e ela sorriu de lado
- Mas brincou, né? Agora tem que encarar o que vem pela frente - falou simples - Contar pro pai do bebê e seguir em frente, imagino que na sua cabeça esteja uma loucura mas o bebê já está a caminho e vamos superar
- Você tem razão - respirei fundo e passei a mão no rosto
- E quem é o pai? - perguntou curiosa
- Thiago - falei e ela fez uma cara confusa
- Quem é esse, gente? - perguntou confusa
- Jogador do Psg - falei e ela arregalou os olhos
- Que? Como? - perguntou sem entender
- Conheci na loja - falei e ela riu baixo
- Tão namorando? - perguntou e eu neguei
- Estávamos ficando - dei de ombros - E sabe o pior de tudo? Ele está se separando e descobriu que ela está grávida
- Alguém faz uma vasectomia nesse homem - riu alto e eu revirei os olhos
- Só vou mesmo pra fazer piada - falei e ela riu
- Não vou chorar - me abraçou e colocou a mão na minha barriga - Mesmo sendo inesperado esse bebê será muito amado
- Tomara - falei baixinho
- Thiago Narrando -
Se tinha um sentimento que me resumia era culpa e eu descobri que esse era o pior sentimento, era culpa por ter feito ela passar por todo estresse, por não ter me animado com a gravidez e essa dor estranha que era perder um filho, algo que eu não desejo nem pro meu maior inimigo. A mãe e a tia dela chegaram e o médico liberou visita no quarto, elas entraram e eu só entrei depois que elas saíram.
- Tá sentindo dor? - perguntei me sentando na ponta da maca
- Física não - falou baixinho e eu entendi o que ela quis dizer