Inefável; uma pequena palavra com um significado tão grande e carregado de mistérios, inefável entre tantos adjetivos é algo que não podemos descrever em razão da sua natureza ou beleza. Seria correto dizer que alguns acontecimentos em nossas vidas...
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Depois que o Thiago foi embora a Maya grudou no Júnior e eu até agradeci por isso, eu amava a minha filha mas tinha hora que eu queria um momento só meu nem que fosse para ficar atoa. Conversei um pouco com a dona Nadine e a Rafaella, almoçamos e eu acabei tirando um cochilo, quando acordei a casa estava silenciosa e eu só achei o Jota jogando vídeo game na sala, me sentei e fiquei mexendo no celular.
- Cadê o povo? - perguntei curiosa
- Gil dormindo - falou e xingou por algo do jogo - A Maya foi dar um passeio de carro com os tios e a Rafa foi junto
- Cadê o Júnior? - perguntei olhando para o Jota
- No quarto - falou sem tirar os olhos do jogo - Deve está de papo com alguma verificada
- Ve o que? - perguntei confusa já que ele tinha dito a última palavra em português
- Nada - falou rindo - Aconteceu alguma coisa? - deu pause no jogo
- Ele está mexido com a aproximação da Maya e do Thiago - suspirei - Me sinto uma rata tonta
- Barata tonta - soltou uma gargalhada
- Pensei que pudesse adicionar qualquer animal na frase - dei de ombros - Enfim, a Maya tem o direito de conhecer o Thiago e ele estava me apoiando nisso mas agora está assim
- E ele ainda apoia - falou simples - Só que imagina você ser o pai por mais de 1 ano e de repente outro chegar? Mesmo ele não querendo mexe com ele
- E porque ele não fala? - me irritei - Seria mais fácil falar e conversarmos
- É o Juninho - falou óbvio - O cara que tem decisões questionáveis
- Ele vai ver só - falei me levantando
- Não briga - falou e eu nem respondi, apenas subi e fui direto para o quarto dele, assim que abri a porta vi ele colocando uma bermuda
- Estou me trocando - falou assim que eu entrei e eu revirei os olhos
- Grandes coisas - fechei a porta e passei a chave
- E a privacidade? - questionou e eu bufei
- Vai ficar me ignorando? - cruzei os braços - O Jota está certo, né?
- Certo em que? - perguntou confuso
- Deve está de papo com alguma traficada e por isso não quer conversar comigo - falei irritada
- Traficada? - perguntou assustado - Mas eu nunca conversei com uma traficada
- O Jota falou que você deveria estar - bufei - Só que eu acho ridículo você não querer falar sobre a nossa filha por causa disso