As descobertas da vida podem ser tensas para um adolescente. E é por isso que Jean Kirschtein, entre uma folga e outra das atividades na Tropa de Exploração, confidencia tudo o que sente para o seu cavalo.
Ele só não imaginava que seus segredos seri...
Vamos que vamos com mais um capítulo! Boa leitura!
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Duas semanas depois, Jean Kirschtein foi de novo até o estábulo. Seguia rápido, emburrado e muito triste. Armin tinha sido mandado para uma missão com Eren Yeager, de quem Jean morria de ciúmes, e já faziam cinco dias desde então. Sasha e Connie iam quase sempre às ocultas para vê-lo falar com o cavalo, mas, naquela tarde, ele estava sozinho.
— E aí, garoto... Nem olha pra minha cara, parece que todas as espinhas do mundo resolveram aparecer aqui, tô horrível. E a minha barba continua crescendo esquisita: um fiapo aqui e outro ali... — afirmou Kirschtein, já oferecendo uma generosa maçã para Max, que aceitou a fruta rapidamente. — Eu tô muito pra baixo hoje. Posso cantar pra você ver se minha voz melhorou?
O animal olhou placidamente para ele, que se sentiu encorajado e respirou fundo.
— "Sentimentos são fáceis de mudar, mesmo entre quem não vê que alguém pode ser seu par..."
Enquanto Max degustava a grande maçã, Jean notou algo diferente em sua crina. Uma pequena parte dos fios havia sido trançada, na região do pescoço do animal, e ali se despontava um minúsculo rolinho de papel. O coração do soldado acelerou e suas mãos tremeram — alguém estivera ali! Preocupadíssimo, o jovem destrançou os fios da crina de Max para retirar o famigerado papelzinho sem incomodar seu amigo equino.
"Oi, Jean. Você consegue cantar melhor se procurar os tons mais altos para começar. Eu gosto da sua voz e das músicas que você escolhe. Cante mais vezes, meu dia fica sempre mais feliz depois das nossas conversas! Com amor, Max."
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— QUEM FEZ ISSO?!? — tonitruou Jean, louco de raiva e desespero. Afinal de contas, algum ser humano atrevido descobrira seu segredo e estava usando disso para zombar dele.
— Cala a boca, pirralho maluco! Vai assustar os animais! — ralhou o Capitão Levi Ackerman que passava perto da baia, assustando Kirschtein. — Tá falando sozinho por quê? Não tem serviço pra fazer não, vagabundo?
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