Capítulo 5 | Finalmente, Los Angeles

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     O trânsito até o aeroporto estava normal, apenas o motorista era um pouco mal educado, mas eu tentei não dar confiança.

     O homem apesar de ser inconveniente me ajudou a retirar as malas do porta-malas e entrou no carro novamente, sem nem mesmo se despedir.

     Eu entrei no aeroporto pelas portas automáticas e fui direto ao local do check-in. Fiquei na fila por pouco tempo, já que eu havia chegado no horário recomendado. Apenas no aeroporto minha mãe me mandou uma mensagem me informando que eu iria na primeira classe e eu fiquei mais animada!

     Por causa da viagem ser primeira classe eu pude deitar a cadeira, recebi muitas refeições, tive vários privilégios, assisti alguns filmes e dormi também, então foi uma viagem ótima.

     Desembarquei do avião, peguei minhas malas e depois de um tempo andando pelo aeroporto encontrei minha mãe.

— Filha, você está enorme e linda! – diz me olhando impressionada e me dá o abraço mas aconchegante da vida e nós nos emocionamos.

— Mãe, você não tem noção do quanto de saudade que eu estou sentindo! – digo chorando e me separo só abraço.

— Tenho noção sim, certeza que eu estou sentido mais! – diz e rimos enquanto ela me ajudava pegando duas das minhas malas. – Vamos direto para casa, porque sei que você precisa descansar! Mas depois quero que você me atualize com um pouco mais de detalhes sobre a sua vida. – diz animada e nós andamos para o portão de saída.

— Antes que eu me esqueça, obrigada pelo privilégio, nunca imaginei que viajaria na primeira classe, foi uma ótima experiência! – digo sorrindo.

— O mínimo que eu poderia fazer por você! Para mim já é comum, desde que me mudei para o Estados Unidos só viajo assim! – ela diz na maior naturalidade e eu riu.

     Entramos no carro da minha mãe e fomos para o meu novo lar, ou seja, a casa da minha mãe. Até chegar a casa o caminho era um pouco longo então como o pedido de minha mãe comecei a conversar com ela sobre a minha vida e logo dormi.

— Chegamos! – diz minha mãe dando dois tapinha fracos no meu ombro para que eu abrisse os olhos.

     Eu dou uma curta espreguiçada e abro a porta do carro, me deparando com a imagem magnífica da minha nova casa. Eu fiquei extasiada, a faixada era perfeita, o jardim e até mesmo as cores que estavam presentes ali. Eu nunca havia me imaginado morando em uma casa como essa, nem mesmo colocando os pés nela. A casa era sofisticada e trazia um ar de elegância e modernidade.

— O caminho é longo, mais vale a pena! – disse minha mãe rindo ao perceber meu choque, eu estava literalmente de boca aberta.

     Saí do carro, pegamos todas as minhas malas e fomos até a porta principal, onde minha mãe colocou uma senha e nós adentramos.

— Tenho um orgulho imenso de você mãe, olha a casa que você conquistou!

— Obriagada filha! Eu consigo reconhecer o meu esforço e agradeço todos os dias a mim por não ter desistido! Me sinto honrada por poder desfrutar de todo o esforço que eu tive. – diz sorrindo enquanto olhava para a casa.

     Assim que a porta se fechou ela pediu que eu deixasse minhas malas na entrada e foi me apresentar todos os cômodos.

     Cada pedacinho era muito bem decorado em tons claros e madeira clara, tudo transmitia aconchego e sofisticação. Era uma casa gigante, tinha milhares de quartos e banheiros, cinema, biblioteca e diversas outros cômodos.

     Eu ficava mais surpreendida a cada espaço, até que chegamos no meu quarto, e ela disse que havia se esforçado para que ele fosse o lugar mais confortável da casa e tentou deixá-lo um pouco mais adolescente. E então quando abri a porta ele era perfeito, entrei no quarto sem palavras, apenas admirei.

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