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Acordei, mas não abri meus olhos. Senti minha cabeça doer e ouvi barulhos de pessoas conversando.
"Senhores, não sei se seus filhos irão acordar. Eles estão em coma há pouco mais de dois anos. Os gastos de vocês estão altos, não seria melhor desligar os aparelhos?" disse alguém, mas não reconheci a voz.
"NÃO! EU ACREDITO QUE MINHA FILHA ACORDARÁ!" disse um outro homem em um tom raivoso.
"Calem a boca, minha cabeça dói," murmurei um tanto baixa, e um garoto do meu lado disse a mesma coisa.
"[Nome], filha, v-vo-c-cê falou?" falou um homem com a voz embargada e começou a chorar. O outro também, pelo que eu ouvi. Mas eu estava irritada.
"JÁ DISSE PARA CALAR A BOCA, INFERNO!"
Abri os olhos, tentando me acostumar com a claridade. Vi que estava em um hospital. O homem que antes chorava ajoelhado agora estava me abraçando. Logo reconheci o cheiro.
"P-pai?" perguntei e o abracei com força.
Ao olhar para o lado, vi um garoto abraçando alguém que supus ser sua mãe. Me soltei do homem, arranquei o soro que estava no meu braço, tentei me levantar, mas acabei caindo no chão. Não liguei. Me levantei e fui até a cama de Mitsuya. Eu o abracei.
"Acabou, Mitsuya, acabou," falei, e ele me abraçou com força.
"[Nome], você realmente acordou!" uma mulher de cabelos pretos e pele morena disse, entrando na sala.
Soltei Mitsuya e a fitei: era minha mãe. Ela correu e me abraçou.
"Me desculpa, [Nome], eu não deveria ter brigado com você naquele dia. Se não fosse por mim..."
"Shhh, já fazem dois anos, mãe. Eu voltei para vocês agora," disse a ela. A mesma começou a chorar, mas eu acabei não me contendo com seu peso e caí no chão novamente.
"Senhora, ela ainda está fraca. Por favor, a solte para fazermos alguns exames," disse o médico, me pegando e me levando à cama. Logo, algumas enfermeiras chegaram e fizeram exames de sangue.
Meus pais e a mãe de Mitsuya saíram para comprar algo para comermos. Fazia dois anos que não comíamos decentemente.
"Mais alguns dias e vocês poderão sair. Realmente foi um milagre vocês acordarem assim ao mesmo tempo. Vocês dois ficarão para a história," disse o médico, rindo, e eu sorri sem mostrar emoção.
"MITSUYA, [NOME]!"
"Mikey?" Eu e Mitsuya falamos ao mesmo tempo.
"Eu estou tão feliz que vocês tenham acordado," ele disse, me abraçando e abraçando Mitsuya. "Por favor, não tentem se matar novamente."
"Olha, eu não lembro exatamente o motivo de ter quase morrido," comentei com os dois.
"Você se jogou na frente de um caminhão. Mitsuya tentou te salvar, mas acabou que os dois foram atropelados e estão aqui."
"EU SABIA QUE MINHA SUPOSIÇÃO ESTAVA CERTA!" gritei, e os dois começaram a rir.
"Quando saírem daqui, vamos comemorar comendo dorayakis," disse Mikey, esboçando um sorriso.
"Mas me digam, o que aconteceu com vocês nesse meio tempo? Tipo, ficaram presos nos próprios pensamentos?" perguntou Mikey.
"Nesse meio tempo, ficamos presos em um ciclo infinito. Ou seja, Mitsuya via minha morte, e eu via a morte de Akkun. Mas tudo mudou por algum motivo, fim," disse, resumindo tudo, até porque eu não queria lembrar de tudo novamente.
"Esperem, vocês... Como isso é possível?"
"Pediu demais," falamos juntos.
"Entendi," disse Mikey, confuso.
"Bem, [Nome]-chan, você tem uma visita. Mas depois do que me disse, não tenho certeza se vai querer vê-lo." Disse Mikey, enquanto encarava a vista da janela do hospital.
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Obg pela leitura e desculpem qualquer erro ❤️

Seu Amor Me Salvou - MITSUYA TAKASHIOnde histórias criam vida. Descubra agora