CAM'S POV.
-QUE PORRA É ESSA?-gritei,sentindo um nojo imensurável do que havia acabado de ver.Minha mãe estava apenas de sutiã e calcinha,em cima do meu padrasto,que estava apenas de cueca.O olhar de minha mãe era de pura vergonha e medo.Já meu padrasto mantia um olhar desafiador e entediado,como se eu devesse me sentir um intruso naquela casa,como se eu devesse me retirar para que eles pudessem continuar o que estavam fazendo.
Um suspiro longo e entediado cortou o silêncio rudemente.
-Cameron,acho que você já sabe que todos os seres humanos transam,não é mesmo?-disse Paul,desleixadamente.Respirei fundo,sentindo uma raiva intorpecer a minha mente.
-Eu quero que você morra,seu infeliz!-cuspi aquelas palavras ríspidamente,o vendo se aproximar de mim.-VOCÊ BATE NELA!VOCÊ A DIZ COISAS HORRÍVEIS!MÃE,VOCÊ É LOUCA POR ALGUM ACASO?NÃO PRECISAMOS DELE AQUI!-meu grito foi calado quando Paul chocou minhas costas na parede,colocando sua mão imunda sobre os meus lábios.
-CALE A BOCA,SEU MOLEQUE!-ele gritou,me encarando com aqueles enormes e avermelhados olhos negros.Eu me rebati e tentei lhe dar um soco,mas ele segurou meu punho.-Vejo que é um garoto corajoso,não é mesmo?ENTÃO TENTE ME BATER PARA VER SE ESSA SUA CORAGEM NÃO VAI PARAR EM UM CAIXÃO COMIDO POR CAPINS!
-Paul,não ligue para o que ele...
-CALE A BOCA VOCÊ TAMBÉM!-Paul gritou,calando minha mãe.
-Que rosto lindo você tem,Cameron.-senti os dedos ásperos de Paul no meu rosto,parecendo trilhar linhas nas minhas maçãs.-Um rosto fino,bem planejado,como uma obra de arte,não é mesmo?Os olhos verdes e o cabelo negro como carvão...Um mauricinho completo.Tem tudo o que deseja,não trabalha em algo que renda dinheiro,só naquelas porras de peças de teatro.Vai para as festinhas da galera e volta a hora que quer,tem um namorada gostosa...-Paul riu de lado e me soltou,me deixando ofegante e ardendo em ódio.-Aliás,fiquei sabendo que a vadia te traiu,não é mesmo?
Eu queria matá-lo e enterrá-lo em qualquer terreno afastado de minha casa.Eu sentia nojo de cada sílaba que saía de sua boca.Senti meus olhos se umedecerem e olhei pra minha mãe que tinha as mãos no rosto.
-AGORA PENSA QUE ISSO TUDO PODE MUDAR DE VOCÊ ERGUER ESSA MÃOZINHA DE MARICA EM MINHA DIREÇÃO!SE FIZER ISSO,EU DEIXO SEU ROSTO IRRECONHECÍVEL,MOLEQUE!
Fechei meus olhos e fechei meus punhos atrás de mim.
-VAI SE DANAR!-acertei um soco no rosto de Paul,que cambaleou para trás,com a mãos no rosto.Minha mãe correu para acodi-lo,colocando suas mãos em seu rosto,analisando a vermelidão extensa na sua bochecha direita.
-SEU FILHO DA...-subi as escadas o mais rápido que pude e me tranquei em meu quarto,ficando com as costas coladas na porta cheia de citações de peças clássicas.
''Eu sou um covarde,um covarde!''
-DROGA!-gritei,sentindo um ira dominar minhas ações.Fechei meus punhos e deslizei minhas costas pela porta,logo sentando e assim,socando o chão.Abracei minhas pernas apoiando meu rosto em meus joelhos.Eu não conseguia entender a minha mãe,eu havia saído de casa porque pela milézima vez Paul chegou bêbado e endagou estar com uma mulher bem melhor que ela,disse que ela era ''a cruz que ele carregava'',e que a pior coisa que ele fez da vida dele,foi voltar com ela.
Eu não conseguia entender,sou incapaz de aceitar como minha mãe é tão devota a um completo canalha.
A poucas horas atrás eu estava conversando com uma garota linda,e agora...Bom,agora eu estou no inferno.Dizem que você pode sair do inferno,mas a escuridão fica em você,lhe acompanha até que sua alma volte a sua origem,e assim é,quando se é presenciado dia-a-dia o verdadeiro inferno,não adianta tentar fingir que nada acontece,não adianta iludir a si mesmo pensando que ''as coisas passam e tudo ficará melhor'',porque não irá melhorar.
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Half Moon
FanficUm psicopata calculista fazendo de suas vítimas brinquedos fáceis de se manipular. Pulsos marcados com a sigla "MM".Mensagens misteriosas. Uma garota adolescente que,como todos diziam,"Era uma boa garota",rodeada de livros e de citações,sua vida era...
