E se Rony tivesse uma irmã gêmea?
E se ela vivesse todas as aventuras junto com o trio de ouro?
E se ela acabasse se apaixonando pelo melhor amigo do seu irmão?
Esse é o primeiro livro (ano 1 e 2) da vida de Madeline Molly Weasley, onde essas e mui...
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Eu mal caí no sono e Ronald já me acordou, me chacoalhando.
- Que foi? - sussurrei, ainda de olhos fechados.
- Eu, George e Fred vamos resgatar Harry, você quer vir junto?
- Como vamos fazer isso? - eu estava subitamente sentada, olhando pra ele com expectativa.
- Vamos usar o carro do papai.
- Certo, genial - parabenizei.
- Obrigado, vem.
Me levantei da cama e troquei de roupa, enquanto Rony foi avisar pros gêmeos que eu vou também. Vesti uma legging preta, blusa de manga comprida vermelha, um casaco preto, e meu jordan preto e branco; fiz um rabo de cavalo alto, com alguns grampos, pro cabelo não ficar me atrapalhando.
Saí do quarto silenciosamente, e eles já estavam lá embaixo, me esperando. Sem dizer uma palavra, nós saímos de casa e entramos no carro, os gêmeos na frente, eu e Ronald atrás.
- Vocês sabem onde a casa do Harry fica? - perguntei, Ron assentiu.
Ainda está escuro, acho que são quatro da manhã. Fred acelerou e levantou voo.
O caminho até a casa dos Dursley foi quieto, acho que é porque todos ainda estamos meio sonolentos, levando em conta que não dormimos praticamente nada; ou talvez só eu esteja com sono, normalmente sou eu que puxo assunto, mas estou quase dormindo no ombro do Rony.
Chegamos, uma hora e meia depois, a uma casa branca, de dois andares, e no segundo andar tinha uma janela com... grades?
- Essa é a casa? - perguntei, torcendo pra resposta ser não.
- Sim, essa é a casa - George respondeu, encarando fixamente as grades e engolindo em seco.
Continuamos voando até estarmos bem perto da janela, Harry já estava lá, acho que o barulho do motor o acordou; Ron estava de frente pra ele, observando atentamente enquanto o moreno se aproximou e abriu a janela.
- Oi Harry - cumprimentou alegremente.
- Rony, Fred, George, o que estão fazendo aqui? - ele não me viu ainda, já que estou bem atrás de Ronald e seu cabeção.
- Nós viemos salvar você, é claro - exclamei, mostrando minha presença.
- Maddie!
- Oie. Onde está seu malão?
- Lá no armário, debaixo da escada, junto com a minha varinha, vassoura, e tudo do mundo bruxo; a porta do quarto está trancada, não tenho como sair daqui - antes que Harry pudesse continuar sendo pessimista, George jogou uma corda pra ele.
- Amarre nas grades - pediu. Depois que a corda estava firmemente amarrada, Fred acelerou o carro, arrancando as grades; eu pulei pro porta malas, puxei a corda e as guardei, antes que caíssem ou coisa do tipo; voltei pro meu lugar.
- Me ajude aqui - pedi ao Potter, agarrei as mãos do garoto, pulei a janela no carro, pulei a janela do quarto dele, e o abracei apertado (ele abraçou de volta, obviamente); separamos o abraço ao ver que os gêmeos já haviam pulado, e Rony estava no volante, esperando.
Tirei um dos grampos do meu cabelo, fui até a fechadura, coloquei o grampo e o girei, como se fosse uma chave, até ouvir um clique.
- Pronto, está aberta - afirmei, me levantando.
- Brilhante!
- Eu sempre sou brilhante - respondi, balançando os cabelos vaidosamente.
- Já estava sentindo falta do seu jeito convencido - Harry disse rindo.
- Fred e George, vocês pegam as coisas lá em baixo, vou ajudar o Harry com as coisas daqui.
- Ok - os gêmeos saíram silenciosamente, como os gatos que eles fazem questão de dizer que são; depois não sabem de quem eu puxei o ego enorme.
Me deitei na cama do moreno, enquanto ele pegava os pertences e passava pro Ron.
- Achei que você ia ajudar - Ronald brigou, enquanto eu fechava os olhos, tentando descansar e ignorando-o com sucesso. Harry não disse nada, apesar de parecer surpreso por eu ter a audácia de deitar em sua cama.
Depois que ele passou tudo pro Rony, os gêmeos chegaram e entregaram a vassoura e a varinha pro Ron; Fred pulou de volta pro carro, e eu, George e Harry empurramos a mala, enquanto ele puxava; depois de muito sofrimento, conseguimos enfiar o malão dentro do carro, George me pegou no colo e me colocou lá dentro, depois pulou a janela, e Harry já estava subindo, quando foi interrompido por um pio alto de coruja, e um berro do tio dele.
- ESSA CORUJA DESGRAÇADA!
- Eu esqueci a Hedwig - murmurou, pegando a gaiola e passando-a pra mim; ele estava subindo de volta na janela quando o tio Vernon (Válter) socou a porta destrancada e ela se escancarou.
Por uma fração de segundo, o homem parou emoldurado pelo portal, em seguida deixou escapar um urro como o de um touro enfurecido e atirou-se contra Harry prendendo-o pelo tornozelo. Agarramos os braços de Harry e o puxamos com toda a força que temos - Petúnia! - berrou - ele está fugindo! ELE ESTÁ FUGINDO! - mas demos puxão gigantesco e a perna de Harry se soltou da garra do Vernon, e Harry já estava no carro e batia a porta, enquanto seu tio caiu no chão lá em baixo, tomara que tenha morrido.
- Pé na tábua, Fred! - gritou Rony, e o carro disparou de repente em direção à lua. Quando já estavam todos em seus devidos lugares, e com enormes sorrisos, eu lembrei de uma coisa.
- A propósito, Harry, feliz aniversário.
- Pra você também, Mads, seu aniversário foi ontem, não é?
- Uhum - abracei ele de novo, aliviada por ter dado tudo certo.
Harry passou o resto do caminho nos contando sobre Dobby o elfo, e tudo que aconteceu nas férias dele.