41 - "Foi a melhor surpresa possível"

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Eu juro solenemente não fazer nada de bom...

Entramos em Hogwarts, fomos até o salão principal e nos sentamos na mesa da grifinória; Draco acenou pra mim lá da mesa da sonserina e eu acenei de volta.

A seleção das casas aconteceu normalmente, Gina foi pra grifinória depois de uns 3 minutos, passei um braço por cima dos ombros dela e lhe dei um beijo na testa.

- Parabéns por ter vindo pra grifinória, estou orgulhosa de você.

- Obrigada, eu estou muito feliz de ter caído na mesma casa que o resto da família - ela me abraçou e voltou a prestar atenção na seleção. Faltava apenas uma pessoa, só os cabelos estavam visíveis, pois tinham cabeças de outros alunos na minha frente.

- Este aluno está entrando para cursar o terceiro ano - Dumbledore disse - transferido diretamente de Ilvermorny, Estados Unidos - talvez Mike conheça esse garoto, afinal ele também estuda em Ilvermorny - Michael Sinclair.

- QUEM? - me levantei, chamando a atenção de todos, alguns riram - Você pode repetir, professor? - pedi, torcendo pra ter ouvido certo e não ser uma alucinação.

- Michael Sinclair - a inconfundível voz de Mike respondeu, se virando pra mim - estava com saudades de você - ele sorriu e eu sorri de volta, em dúvida se corria para abraça-lo, lhe dava uma bronca por não ter me contado que viria pra Hogwarts, ou continuava sentada; escolhi a última opção, vou fazer as outras depois.

O Sinclair se sentou no banquinho, e antes mesmo do chapéu tocar sua cabeça, a casa dele foi anunciada.

- LUFA-LUFA.

- O quê? Mas eu nem te coloquei ainda - Michael estava confuso, assim como todos os outros.

- É seu primeiro dia e já está usando pulseiras da amizade.

- Bem, nunca é cedo de mais para fazer amigos.

- Definitivamente lufano - o salão se encheu de risadas; isso é a cara do Mike.

Ele colocou o chapéu, só pra ter certeza, e foi mandado pra lufa-lufa em menos de cinco segundos.

(Nota da autora: eu sei a casa do Mike foi bem estereotipada, mas eu não consigo imaginar ele em nenhuma outra casa que não seja a lufa-lufa).

Dumbledore fez o discurso falando sobre as regras; não andar pelo castelo a noite, não portar objetos proibidos, não duelar nos corredores; não ir na floresta proibida (ele olhou diretamente pra mim e o resto do quarteto de ouro quando disse isso), e mais um bando de blá blá blá que eu não prestei atenção.

Quando finalmente pudemos sair do salão, eu corri atrás de Michael e o parei no corredor.

- MIKE, Mike... - respirei fundo e me apoiei nos meus joelhos, correr cansa - por que não me contou que viria pra Hogwarts, seu imbecil?

- Nossa, Maddie, eu também senti sua falta - ironizou; eu joguei meus braços em volta dele e ele me apertou forte - eu queria fazer uma surpresa - sorri e abracei ele mais forte.

- Foi a melhor surpresa possível - o soltei e continuei sorrindo largamente; minhas bochechas já estão doendo, mas eu simplesmente não consigo parar de sorrir - pulseiras da amizade, hm? - peguei a mão dele e olhei para as pulseiras - e eu achei que fosse sua melhor amiga - funguei falsamente - mas você me trocou - limpei uma lágrima imaginária e comecei a rir, Mike riu junto.

- Eu jamais te trocaria, você é insubstituível - dei um sorrisinho - acho melhor eu seguir os monitores - ele indicou os alunos que já estavam virando o corredor - não quero passar a minha primeira noite em Hogwarts no corredor.

- Eu te levo pra sua comunal depois - nunca que eu vou deixar ele ir dormir agora, vai ter que me atualizar antes disso.

- Você sabe onde fica a comunal da lufa-lufa?

- Não sei exatamente, só sei que fica perto da cozinha, mas meus irmãos sabem onde é, eu chamo eles depois.

- Ok, eu tenho uma coisa importante pra te contar - ele se animou, apesar de parecer um pouco receoso (???).

- Eu também, tenho várias, mas antes vamos pra um lugar melhor - agarrei sua mão e o puxei por alguns corredores, até chegarmos na comunal da grifinória - ai que merda, eu não sei a senha - graças a Merlin, Lino saiu do buraco do retrato.

- Ah, oi Mads - nos abraçamos rapidamente.

- Oi Lino, qual a senha pra entrar na comunal?

- Maçarico.

- Obrigada - falei a senha pra mulher gorda e puxei Michael pra dentro, sem nem dar atenção a Jordan. Nos sentamos no tapete perto da lareira e usamos o sofá de "encosto" - fala!

- A volta pra Ilvermorny foi ótima, não deu nada de errado com o negóço da froça...

- Olha ali Mike - o interrompi e apontei por cima do ombro dele, onde não tinha nada.

- O quê?

- Sua dicção passou correndo ali - eu começei a rir e ele riu também, revirando os olhos.

- Tá, tá, tá! Eu quase reprovei - bati palmas sarcásticas - QUASE - ele reforçou - e eu dei meu primeiro beijo.

- VOCÊ DEU O SEU PRIMEIRO BEIJO?

- Fala mais alto Maddie, acho que Durmstrang ainda não ouviu - Michael brigou.

- Quando você ficou sarcástico e grosso? - perguntei confusa.

- Quando você começou a se importar com isso?

- Gostei desse seu novo lado, Sinclair - dei uma piscadela e ele piscou de volta - mas agora fala, como foi? Com quem? Foi selinho ou foi de língua? Ela gosta de você? Vocês estão namorando?

- Calma Mads, uma pergunta de cada vez - eu ri e continuei olhando pra ele com expectativa - Foi bom; só um selinho; não, a gente não tá namorando e...

- E..?

- É que... - ele parecia a beira das lágrimas agora, oshi.

- Mike, o que foi? Você matou a garota ou coisa do tipo? Eu ajudo a esconder o corpo, sem problemas - ele riu e relaxou um pouco, mas ainda estava tenso.

- Não, é que... o beijo não foi com uma menina.

- Foi com um menino? - eu não sei se estou chocada ou não, porque ao mesmo tempo que já suspeitava, eu não tinha a mínima ideia (nem eu entendi o sentido do que eu disse, você não precisa entender) - espera.. você estava preocupado com isso? - agora eu estou com vontade de rir, mas ele ainda me olhava como se eu fosse lhe dar uma surra a qualquer momento. Sorri para tranquiliza-lo.

- Então você.. não tá brava?

- Por que estaria? Você sabe que não sou preconceituosa, Mike, eu disse naquele dia que nós tomamos banho de chuva, por exemplo, lembra?

- Eu sei mas.. achei que você só tinha dito por dizer.

- Eu não digo nada "por dizer", sempre sou sincera com os meus amigos.

- Tem certeza que não se importa?

- Um pouquinho - ele ficou imediatamente triste - por você não ter me contado antes, seu idiota! - ele sorriu e me abraçou - agora conta como foi e como ele é, em detalhes - pedi quando separamos os abraço.

- O nome dele é John, ele é um pouco mais baixo que eu, tem cabelo preto e olhos azuis; ele é um pouco grosso com as outras pessoas, mas comigo é um amor - ("parece eu em Uagadou") Mike riu com o que eu falei - hmm.. não, a gente não tá namorando, e não gostamos um do outro, não romanticamente; só nos beijamos por causa de um disafrio.

- Caramba Michael, o que aconteceu com a tua dicção?

- Coloquei aparelho.

- O que é "apraelho"?

- A-p-a-r-e-l-h-o, os trouxas usam para consertar os dentes - ele sorriu, me fazendo notar os quadradinhos coloridos em seus dentes.

- Não seria mais fácil usar um feitiço?

- Minha família é trouxa e eu não posso usar magia fora da escola - deu de ombros.

...Malfeito feito.

Outra Weasley - Harry Potter {cancelada}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora