Capítulo 11

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Ela seguiu o conselho de seu sobrinho e realmente descansou, depois que ele saiu, ela finalizou seu café, tomou banho e se deitou na cama de Jaehaerys, acordando somente no final da tarde, jantou e um servo a levou até a saída do acampamento onde o outro Targaryen a esperava com dois cavalos selados, um deles com duas bolsas grandes e um arakh presos a ele.

"Vamos?" Ele estendeu a mão e Dany pegou assentido.

O Homem Targaryen lhe ajudou a subir no cavalo mais próximo dela sem as bolsas, subiu no outro e eles cavalgaram em direção a uma montanha alto no leste dali. Por cerca de duas horas ambos seguiram em um trote lento e um silêncio estranho, não ao ponto de ser desconfortável mas ela poderia dizer que existia algo pairando entre eles. Quando alcançaram certa altura seu sobrinho disse que dali eles seguiriam a pé por ser muito íngreme para os cavalos, que ele amarrou em uma arvore e retirou as duas bolsas e as amarrou em si mesmo antes de puxar o arakh também. Eles continuara o caminho por mais algum tempo até que alcançaram o topo. Ela o observou se aproximar de algumas toras de madeira que estavam ali, pousar as bolsas no chão, abrir uma delas, retirar cobertores e estender o mais grosso deles no chão sobre a grama colocando os outros dois dobrados em cima.

"Pode se sentar, por favor, eu só vou acender o fogo."

Ela assentiu em silêncio e fez o que ele pediu ficando olhando a lua e o céu estrelado que estavam deslumbrantes aquela noite. O topo da montanha era uma espécie de caverna enorme de um lado com uma área grande de grama na entrada que era onde eles estavam naquele momento. Minutos se passaram até sentiu um movimento ao seu lado atraindo sua atenção, algumas toras já estavam em chamas e seu sobrinho sentado ao seu lado, lhe olhando intensamente.

"Eu não tenho como te preparar para isso." Ele disse enquanto pegava a outra bolsa e retirava um odre e um copo de dentro dela, o servindo com um liquido negro do odre. "Eu honestamente não sei o que é isso ou como faz com que você veja as coisas, a única coisa que entendi quando a sacerdotisa me explicou, é que isso age em conjunto com a magia no nosso sangue." Ela pegou o copo encarando o líquido com curiosidade e receio. "Quando você beber, saberá o porquê eu preciso dos Dothraki, mas verá muito mais do que isso, você vivenciará como seria a sua vida se eu não existisse nela, basicamente, até o momento de sua morte, além de momentos das vidas de outras pessoas que em algum momento estariam em contato com você." Ela piscou surpresa se perguntando se aquilo era mesmo possível.

"Esse liquido me permite ver o meu futuro?"

"Sim, o curso que sua vida seguiria se eu nunca tivesse cruzado seu caminho e parasse de inferir nesse curso de ação." Ele pegou sua mão que não segurava o copo, de forma gentil. "Ainda quer saber? Posso te adiantar que não é bonito." Questionou suavemente quase pesaroso somente atiçando sua curiosidade.

"Eu quero." Sua voz era determinada.

"Tudo bem, pode beber."

Ela olhou para ele uma última vez com dúvida antes de levar o copo até os lábios e beber um bom gole do líquido que imediatamente ela quis vomitar pelo forte gosto amargo como nada que ela havia provado antes. Se ela tivesse que descrever aquilo, a única palavra que lhe vinha a mente naquele momento era morte... O sabor daquele líquido era morte.

Foi então que ela viu...

Sua vida sem a interferência de Jaehaerys.

Ela viu o casamento de Rhaegar e Lyanna e o nascimento de seu filho. A verdade por trás da morte de seu pai, o verdadeiro bebê Jaehaerys ou Aegon tendo sua cabeça esmagada... Eddard Stark reclamando seu sobrinho como seu bastardo.

Sua fuga para Essos assim que nasceu e toda sua vida até a conquista de Meereen,igual ao que ela se lembrava, além é claro da vida da Casa Stark e todas as desgraças que lhe acometeu nos últimos anos.

Filhos da LuaOnde histórias criam vida. Descubra agora