Fiquei com a mesma expressão do primeiro segundo que sentei naquela cadeira e comecei a participar do jantar. Estava sem assunto, sem voz, e muito menos chance de ter alguma atitude naquele momento.
Izuku parecia estar diferente de mim, eu senti que ele mal ligava para minha presença ou se até mesmo estava na minha casa, e o diretor de sua escola conversando amigavelmente com sua mãe. Se eu estivesse em sua pele, com certeza estaria nervoso.
Ah, sim claro. Ele é fodidamente Izuku Midoriya, o garoto mais inteligente da escola. Quem disse que o apelido de Nerd-kun não tinha um significado por trás.
Se passou meia hora, eu comecei a sentir meus nervos a flor da pele. Tirei meu prato da mesa e me levantei da cadeira, todos me olharam e momentaneamente eu tentei soar normal.
— Vou pro meu quarto, tô meio cansado... — Meus pais não disseram nada além de assentir rapidamente e voltar a conversar, não tive a atitude de olhar para Midoriya, e assim eu fui embora para o meu quarto, pelo menos lá eu teria um pouco de paz.
Fechei a porta do meu quarto e me taquei na cama, queria dormir, mas ainda estava cedo demais, e eu provavelmente não pregaria os olhos enquanto aquele sentimento de ansiedade continuasse a me perturbar, e Izuku Midoriya estivesse em minha casa.
[...]
Eu tentei muito parecer calmo, minha mãe pareceu não perceber, mas eu estava surtando por dentro, eu realmente não sabia que a visita a essa tal amiga de infância da minha mãe fosse ser a esposa do diretor.
E ainda mais, a mãe do meu suposto, bully. — Soou como uma pergunta.
Fiquei por vários e vários minutos atuando a minha calma inexistente, comia sem nenhuma fome e mal construía frases quando a senhorita Mitsuky tentava puxar assunto comigo.
Acabei de comer e olhei para minha mãe, acho que estava tão nervoso que bateu a vontade de mijar.
— Mãe... — Chamei baixinho.
— Oh, o que foi filho? — Ela me encarou de volta, e eu limpei a garganta.
— Posso ir no banheiro..? — Perguntei tímido. Ok, eu talvez tinha atitude com pessoas da minha idade, mas quando estava em um meio de adultos eu realmente não sabia como lidar com a situação.
— Vai lá, toma cuidado pra não se perder! — Sorriu genuína, pegando uma das minhas mãos e dando um leve carinho, antes de me permitir se levantar da mesa.
— Izuku, querido! — Mitsuky chamou minha atenção, e eu virei meu olhar até ela. — Pode deixar o seu prato aí, não se preocupa. Ah, e eu não sei se você já conhece meu filho. — Seus lábios avermelhados pelo batom se curvaram em um sorriso. — Mas se você achar o quarto dele, pode ficar por lá e tentar fazer amizade! Tenho certeza que se darão bem.
Ah, Tia Mitsuky, se fosse assim eu estaria era muito bem na vida...
Sorrio meio sem graça e saio da mesa antes de me despedir. Fui andando por aí, e percebi que comecei a ficar meio perdido. Droga, esqueci de pedir a direção do banheiro! Eu que não volto lá, estou com os nervos àmostra.
A casa do Katsuki de uma forma muda me chamava de pobre em duzentas línguas diferentes.
Estava no segundo andar, tentando achar qual era a porta do banheiro, até que encontrei uma última no fim do corredor, tinham duas, e eu optei pela da direita, se não fosse ela, que fosse a outra.
Peguei na maçaneta e abri devagar, a porta foi abrindo aos poucos e eu dei uma olhada antes de ver se era o banheiro, quando vi que não era, um cheiro familiar subiu em minhas narinas e eu olhei para a única pessoa que podia ter posse desse cheiro.
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𝐎𝐔𝐑 𝐋𝐈𝐓𝐓𝐋𝐄 𝐒𝐄𝐂𝐑𝐄𝐓 -ᵇᵃᵏᵘᵈᵉᵏᵘ
Fanfiction' Eu perdi a virginidade com um desconhecido?! Izuku é um ômega que se mudou do Japão para a California a alguns anos atrás. - Por exatos cinco anos, aguentou um grupo de pessoas no seu pé, o atormentando e tirando sua paz dos dias escolares. De rep...
