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"Capítulo 7: Nothing that I write can make me"
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(...)
Vazio.
Um grande e imenso vazio abrigava sua mente. Seus pensamentos mais simples chegavam a provocar eco. Levava seu último cigarro a boca soltando a fumaça pela grande janela entre aberta, sua porta trancada, sentado no batente de madeira olhando as ruas de Los Angeles.
Eram tantas lembranças boas e ruins naquela cidade.
A melodia de "Say Something" deixava sua mente vazia. As vozes que antes não lhe deixavam afundar na solidão, estavam quietas. E sabia que assim que tirasse seus fones e acabasse aquele cigarro... teria que voltar.
Voltar para sua mente.
Voltar para o grande turbilhão de pensamentos que irão lhe tirar o sono, que irão lhe encher de ódio e de culpa, que irão lhe jogar contra ele mesmo e o fazer se odiar ainda mais.
Os demônios que dançavam em sua mente, pareciam não se importar com os gemidos doloridos e palavras frias. Sua bochecha direita ainda ardia pelo recente tapa. Deitou a cabeça na parede e olhou para fora quando as gotas começarem a cair. Seus olhos vagaram para as ruas.
Tão cheias e barulhentas.
Os barulhos típicos de carros e pessoas aumentou quando acabou de abriu o vidro apoiando nas redes que impediam que caísse. Odiava aquelas redes. Odiava muitas coisas para ser mais realista...
Uma pequena lâmpada para passar o tempo acendeu em sua mente. Apagou seu cigarro o jogando para fora. Levantou respirando fundo ao ir para sua escrivaninha.
Lá tinha alguns desenhos antigos e poemas rabiscados. Remexeu pelos estojos e encontrou o que tanto queria, abrindo um pequeno sorriso. Um caderno com a capa branca tão acabada quanto ele, acompanhado de uma caneta preta de ponta grossa.
Os sentimentos tão nítidos ao passar os dedos pelo couro marcado lhe fizeram expressar um sorriso repleto de nostalgia.
Os levou para sua cama, onde os lenções eram bagunçados e o travesseiro um pouco para fora do móvel. Se sentou encolhendo as pernas na altura do peito. Apoiou o caderno nas coxas cobertas pelo seu short azul marinho, onde deu um leve contraste.
Folheou lendo algumas das páginas mais marcantes, passando o dedo pelas letras e lágrimas secas, mas que deixavam marcas amareladas nas folhas.
Assim que encontrou uma página em branco, escreveu a data e uma pequena introdução. Não fazia aquilo a um ano, não encostava naquele caderno a um ano...
Levou a caneta que pouco falhou, mas com algumas batidas e rabiscos voltou a funcionar. Deixou as palavras fluírem pelo caderno, passando a sua noite em claro escrevendo tudo que sentia e pensava.
Mas algo estava errado.
Algo estava faltando. Escrever não estava aliviando aquela dor crescente em seu peito, e assim que soltou a caneta, sentia os flashs daquela noite em sua mente.
Sua madrinha lhe disse para expressar o que sentia por meio de alguma coisa, concentrar sua dor em algo que lhe preenchesse e extravasasse seus sentimentos negativos. Por isso escrevia poemas e contava sobre seus dias mais dolorosos para o caderno, e sempre, sempre lhe deixou mais leve e feliz consigo.
Porém, pela primeira vez em anos...
O caderno não o ajudou.
(...)
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= • || Sugar Crash
FanfictionSeu pai anunciou seu casamento no final de Novembro, e suas lágrimas na grande e ampla sala branca ao ouvir a notícia sobre sua mãe acabaram com si. Sua vida não tão perfeita chegou ao fim em L.A... Os meses passam e as coisas mudam, e agora, ele te...
