17.

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Han abriu seus olhos lentamente, sua cabeça latejou com a claridade que havia no quarto. Olhou em volta e não reconheceu onde estava.

-- Você acordou! Finalmente, estava tão preocupado. -- Minho diz se levantando da poltrona onde estava sentando e correu em direção ao garoto.

-- Quem é você?

Minho sentiu suas pernas fraquejarem com a pergunta feita, sua expressão mudou totalmente e logo Han começou a abrir um sorriso.

-- Idiota! Não faz isso comigo que eu tenho um treco. -- Colocou a mão no peito com o susto que levou. -- Como consegue brincar numa situação dessas?

-- Eu estou bem, só minha cabeça latejando. -- Han diz fazendo careta após tentar se sentadas sobre a cama hospitalar.

-- Descansa mais um pouco, tá bom? -- Minho passou levemente as mãos por seu rosto cansado.

-- Tá bom. -- Diz simples, se deitando novamente.

Lee deu um leve sorriso e se levantou do banco, que se encontrava ao lado da cama.

-- Onde vai?

Jisung segurou forte o braço de Lee, seus olhos começam a ficar marejados e avermelhos.

-- Só ia até a porta chamar meu pai ou uma enfermeira. Para avisar que acordou. -- Diz se sentando novamente.

-- Não saí daqui tá, por favor, fica comigo não me deixe sozinho... por favor.

-- Não vou sair, meu amor. Fica tranquilo.

-- Promete? -- Uma lágrima desceu sobre seu rosto.

-- Prometo. -- Passou as mãos levemente por seus cabelos, descendo até sua bochecha e enxugando sua lágrima.

Viu Han se acalmar e deu um leve selar em sua testa, continuando a fazer cafuné sobre seus cabelos.

-- Quer que eu feche mais a cortina?

Jisung fez levemente um sinal de negativo com a cabeça.

Minho chamou por seu pai atravéz de seu celular, para ficar junto de Han. Logo Sr. Lee chegou para fazer mais algumas análises.

-- Como está meu pequeno genro? -- Sr. Lee entrou pela porta em tom animado. Sempre fazia isso caso o paciente não estivesse de mau humor.

Lee e Han o olhou confuso, sentiram uma pitada de vergonha, mas logo deixaram de lado.

-- Vou ter que aumentar as miligramas do remédio, já que você ainda está com dor de cabeça. -- Os garotos ouviam atentamente. -- O remédio da sono, então daqui 10 minutos você vai começar a sentir uma sonolência.

Han assentiu com a cabeça e com um leve sorriso, logo o médico trocou o soro e junto aplicou o medicamento sobre as veias de Han. Trocou todos os curativos e logo se despediu.

Lee se levantou e foi em direção a cortina para a fechar e logo voltou onde estava.

Observava cada detalhe do garoto, seu corpo machucado, era dolorido de se ver.

O moreno sentia-se agoniado de ver o garoto naquele estado sem saber o que se aconteceu.

-- Você quer me falar o que aconteceu? --Perguntou e Han que estava de olhos fechados, abri-os lentamente.

Permaneceu em silêncio, sentiu medo só de lembrar o que poderia acontecer se contasse a alguém.

Mas ele pensou e repensou se não teria problema falar apenas para Minho.

-- Você pode contar para mim, eu irei te ajudar. Se alguém te machucou ou está machucando você a algum tempo, por fav-

-- Foi- foi ele... foi ele Minho -- Minho foi interrompido por um Han se desabando em lágrimas, o garoto chegava a soluçar.

𝗨𝗡𝗛𝗔𝗣𝗣𝗜𝗡𝗘𝗦𝗦 •𝙼𝚒𝚗𝚜𝚞𝚗𝚐•Onde histórias criam vida. Descubra agora