038 ━━━━ chapter !!

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CHARLI D'AMELIO point of view

𝑐ℎ𝑎𝑝𝑡𝑒𝑟

Fiquei imóvel, esperando o sono chegar, mas ele não veio. Talvez porque eu não estivesse cansada, mesmo depois de um dia de trabalho, ou talvez - e o que era mais provável - porque eu estava angustiada com a ausência dele. Embora não quisesse admitir, eu desejava desesperadamente que ele entrasse por aquela porta a qualquer momento, nem que fosse para perguntar qualquer coisa idiota.

Conforme o tempo passava, eu ia me convencendo de que ele não apareceria. Considerei a hipótese de me levantar e ir dormir ao seu lado, mas logo desisti da ideia ao chegar à conclusão de que se Chase ainda não havia ido me ver, é porque não queria me ver.

A escuridão do quarto se tornou sufocante. Uma chuva fina começou a cair do lado de fora, fazendo um barulho tão discreto contra as janelas de vidro que talvez eu não notasse, se não estivesse prestando atenção. De repente, senti um nó na garganta, o tipo de dor que eu sabia que precedia o choro. Tentei me sentir menos sozinha, convencendo a mim mesma de que, no fundo, eu não passava de uma criança idiota e carente, e que, pelo amor de Deus, ele estava no quarto ao lado!

Me dando conta pela primeira vez da dependência que havia desenvolvido da sua companhia, cheguei à conclusão de que não obteria sucesso.

Então, fui pega de surpresa com o barulho da maçaneta na porta. Mantive meus olhos abertos, voltados para a janela, de costas para ele, e por algum motivo que eu não saberia explicar, fingi estar dormindo.

Ele ficou em silêncio por algum tempo, talvez observando meu "sono". Mas o momento foi rápido, então ouvi a porta ser fechada outra vez. Amaldiçoei minha covardia por deixá-lo ir embora daquela forma, sendo que tudo o que eu queria era tê-lo ali, comigo. Mas nenhuma das minhas atitudes ultimamente faziam sentido, então não era como se de repente eu fosse ter algum surto de sobriedade.

Meus xingamentos imaginários foram interrompidos com o que senti logo em seguida. O colchão ao meu lado afundou lentamente, o edredom sendo suavemente puxado, e no segundo seguinte, um braço contornava minha barriga e um nariz respirava em meu pescoço.

- Desculpa se eu fui grosseiro. Não era minha intenção.

Não respondi, completamente imóvel, deixando que a presença de Chase ali me cobrisse pouco a pouco com uma alegria quente e maravilhosa.

- Só queria que você entendesse que eu confio em você. Não importa o que aconteceu ou deixou de acontecer na sua vida, eu só preciso ouvir o que você tem a dizer. Me desculpa se te magoei de alguma forma.

- Tudo bem. - Eu falei, instintivamente agarrando com força a mão que ele mantinha na minha barriga. Eu queria dizer mais do que "tudo bem", queria dizer que ele não precisava pedir desculpas por algo que não fez, e queria dizer que a grosseria naquela situação havia partido de mim. Mas tudo o que consegui fazer foi me agarrar ao seu braço com toda a força e aproveitar o alívio e a leveza de tê-lo comigo outra vez.

Chase aplicou beijos suaves e inocentes em meu pescoço, fazendo um tipo de carinho com os dedos na minha barriga.

- Você disse que queria dormir nesse quarto, mas não falou nada quanto a dormir sozinha.

Ele pontuou a frase abrindo o botão de baixo da camisa que eu vestia, e de repente notei que a única coisa inocente ali era eu.

- Posso ficar aqui com você? - Ele perguntou ao pé do meu ouvido, suas mãos percorrendo a extensão da camisa e fazendo com que mais três botões fossem desabotoados com uma rapidez assustadora.

𝐃𝐄 𝐑𝐄𝐏𝐄𝐍𝐓𝐄, 𝐀𝐌𝐎𝐑,𝖼𝗁𝖺𝖼𝗁𝖺Histórias para pegar e não largar. Descubra agora