◇ Cap 40 ◇

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POV Any Gabrielly

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POV Any Gabrielly

Eu perdi completamente meus sentidos ao ouvir ele dizer que gostava de mim e foi ainda mais inebriante ver o lindo sorriso que ele deu logo em seguida. Seja lá qual fosse o significado por trás daquela frase, eu havia me iludido cem por cento com elas.

O almoço seguiu com as conversas de Rafael, que por sinal, estava muito falante hoje.

Uma hora ou outra eu e Josh trocávamos olhares como cúmplices e eu não conseguia evitar de sorrir envergonhada.

Para minha sorte, Rafael estava bem falante e não ficou um silêncio constrangedor no carro.

Ao chegarmos em casa, a criança me arrastou para a brinquedoteca e ficamos a tarde inteira envolvidos com os bonecos de sua enorme coleção. Ele saltitava feliz pelo tatame e me trazia sempre algo novo para mostrar. Por fim, ele ligou a televisão e ficamos assistindo alguns de seus desenhos prediletos.

Não demorou muito para que o pequeno adormecesse sobre as almofadas.

-Ele dormiu - disse Josh disse de repente.

Eu não tinha visto ele entrar e quase gritei com o susto que levei, provocando uma leve risada no rapaz.

Ele acenou com a mão para que eu saísse do quarto e o segui.

-Vocês se divertiram? - ele perguntou, já no corredor.

-Sim, hoje ele está bem mais animado que o normal - falei.

-Minha mãe disse que ele estava ansioso para brincar com a tia Any - ele soltou uma gargalhada gostosa. 

- Vim brincar um pouco com ele, mas vejo que ele está tirando um bom soninho.

-Acho que o excesso de brincadeira foi muito para ele - eu disse.

Josh se aproximou de mim e me puxou pela cintura.

-Podemos terminar aquela conversa? - ele perguntou com aquela voz rouca que eu tanto amava.

-Se ficar tão assim tão perto, vai ser difícil - eu falei desviando o olhar dele.

Ele deu uma risadinha, mas se afastou. Josh entrelaçou os dedos nos meus e me levou em direção a sala, onde nos acomodamos no sofá.

-Distância segura? - ele perguntou brincando.

-Não, mas já está melhor - eu sorri.

Josh respirou fundo e me olhou de forma carinhosa.

-Any, eu sei que me expressei mal e não consegui te dizer tudo que eu pretendia da ultima vez - ele deu um suspiro, tentando organizar os pensamento. - Eu não vejo você como uma empregada, eu vejo você como mulher... minha mulher... E eu gostaria muito de tornar o que temos algo real.

Ele chacoalhou a cabeça e gesticulou freneticamente com as mãos.

-Não que seja uma mentira - ele disse, tentando concertar. - Sei que é precipitado e nem é conveniente te pedir em namoro assim, mas quero que saiba que minhas intenções são puras e que meu objetivo nessa... relação... é ter algo a mais... algo sério.. - era notório que ele estava nervoso.

-Eu gosto de você, Josh - eu disse.

Seus olhos brilharam e ele me encarou.

-O que você disse? - ele perguntou com uma voz baixa.

-Que eu gosto de você - eu disse abaixando a cabeça.

Ele me puxou e me beijou.

-E eu com medo de você mandar eu ir catar coquinho - ele riu - Eu gosto de você, pra caramba.

Eu sorri, feliz por ele também gostar de mim. 

-Eu sei que talvez você não queira já começar um relacionamento, mas vamos fazer dar certo - ele disse. - Não me importo com nada e aceito qualquer regra que você quiser impor.
-Não vou ficar impondo regras, vamos nos conhecer melhor e por mim já é suficiente - eu disse.

Ele me beijou novamente, dessa vez docemente e cheio de carinho. Até seu toque estava mais suave e delicado.

-Minha Any - falou.

Eu sorri e voltei a beijá-lo.

-Papai e titia Any estão namorando - ouvi a voz de Rafa.

Nos separamos e notamos a criança parada no corredor. Agradeci mentalmente por estarmos só nos beijos ainda.

-Papai, já posso chamar a tia Any de mamãe agora? - ele perguntou correndo em nossa direção.

Josh colocou ele no colo e apertou suas bochechas.

-Pergunta para ela, se ela deixar, você pode - ele falou.

Eu o encarei relutante.

Era algo muito sério, pois eu não era a mãe biológica da criança e sei que Rafa não tinha muitas lembranças da falecida. Tinha medo de parecer estranho as pessoas ouvirem ele me chamando assim ou de talvez eu não seja boa o bastante para ele.

-Posso te chamar de mamãe? - o pequeno me encarou com aqueles olhos brilhantes que me faziam esquecer os problemas.

Olhei para Josh que apenas sorriu e assentiu.

-Claro - me ouvi dizendo com relutância. Rafa se jogou nos meus braços.

-Eu tenho uma mamãe agora - ele disse, feliz.

Aquilo pareceu partir o coração de Josh e vi em sua expressão o quanto ele lamentava que o filho não tenha crescido ao lado de sua mãe.

Mas mesmo sendo corroído por dentro, ele nos envolveu em seu abraço e por alguns segundos poderíamos ser facilmente confundidos com uma família de comercial de margarina.

Mas mesmo sendo corroído por dentro, ele nos envolveu em seu abraço e por alguns segundos poderíamos ser facilmente confundidos com uma família de comercial de margarina

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• FINALMENTEEEEEEEEEE.... ESCREVA AQUI O SEU ALÍVIO E SEU SURTOOOO..

• Será que agora é pra valer ou tem muita coisa por vir? O que vcs acham q vão acontecer?

• FELIZ NATAL MEUS AMORESSSSS, Que o menino Jesus traga muita alegria e luz para vocês!

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