1° Temporada de Governanta- Concluída
Ela precisa de um lugar para morar.
Ele precisa de alguém que cuide de seu filho.
Parece que todos vão sair ganhando nessa
contratação. O que eles não imaginam é que vão
ganhar muito mais do que uma nova babá...
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POV Any Gabrielly
Os dez minutos de Henrique foram bem precisos, pois o apartamento do meu suposto novo chefe ficava em um condomínio próximo ao seu escritório. O prédio se erguia majestoso sobre os demais e coloca certa intensidade ao redor.
-Estou a caminho da residência do senhor Beauchamp- Henrique falou ao segurança da guarita.
O sobrenome era estrangeiro e bastante diferenciado. Eu conhecia esse som de algum lugar.
Assim que o portão se abriu, Henrique virou para mim.
-Ainda não sabe quem é, correto? - ele disse gargalhando.
-Minha falta de conhecimento o diverte? -perguntei em tom brincalhão.
O homem balançou a cabeça, concordando.
-Seu futuro empregador é dono do prédio todo - ele indicou. - E de meio quarteirão aqui no centro.
Arregalei meus olhos e encarei o imenso prédio que provavelmente tinha uns vinte andares.
-Ele trabalha principalmente em seu escritório em home office, mas é bobão demais para fazer duas coisas ao mesmo tempo - ele disse dando de ombros
Estacionamos em uma vaga indicada por um rapaz e saímos em direção a entrada no prédio.
As portas eram enormes e dois seguranças aguardavam ao lado delas. O interfone toca e alguém fala com os rapazes que nos encaram. Um deles acena para que entremos e a porta nos dá acesso a um enorme saguão.
-Condomínio Bela Luz, como posso ajudá-los? - uma mulher sorridente vem ao nosso encontro.
-Estamos de visita - Henrique responde. - Qual o andar do senhor Beauchamp?
-Último andar, senhor - ela sorri. - O elevador que dá acesso a cobertura fica no final do corredor.
Andamos em direção ao elevador indicado e aguardamos até que a enorme caixa metálica alcance a cobertura.
No corredor daquele andar só havia uma porta e não ficou difícil de encontrar o apartamento ao qual deveríamos entrar.
-Nervosa? - Henrique perguntou enquanto apertava o interfone.
Eu estava sim com medo, pelo que eu lia nos livros a maioria desses executivos eram frios e ríspidos.
Confesso que nunca o vi pessoalmente, mas ainda assim.
A porta se abriu revelando meu futuro empregador.
O olhei atentamente. Surpresa.
O homem que apareceu era poucos centímetros maior que eu. Ele usava uma calça moletom larga e uma camiseta (com um controle de vídeo game) três vezes o seu tamanho.