O caminho até a casa de Selina foi silencioso, mas as duas moças presentes sentiram a tensão de Bruce com aquele destino, que mesmo curiosas deixaram o segredo dele com ele.
Ao chegarem, apenas Pamela saiu do carro, sendo recepcionada pela amiga que sabia de quem era o carro.
—Vão ficar dentro desse carro? Vamos, entrem —a morena fala com um sorriso provocante ao ver Bruce sair do carro com sua pose inabalável.
Em completo silêncio eles seguiram para dentro da residência, era uma casa grande com as paredes e pisos predominantemente pretos, algumas decorações de luxo que deixavam o ambiente mais elegante e vários gatos andando por toda parte.
—Você realmente gosta de gatos, né? —Harley comenta fazendo carinho em um gato siamês branco.
—Eu amo, sempre resgato os abandonados —respondeu, dando uma piscada para Bruce que prendeu a respiração automaticamente.
—Ok, dá pra vocês contarem o que rolou entre vocês? E nem adianta fazer rodeios, tá na cara que algo aconteceu —Isley fala cruzando os braços parando no centro da sala.
—Não é da sua conta, Pamela —Bruce revirou os olhos se sentando no sofá preto aconchegante.
—Poxa, agora fiquei curiosa também...conta a fofoca, Selina! —Harley foi de triste pra animada em segundos, se sentando ao lado do amigo.
—Digamos que ele descobriu um segredo meu e eu dei um jeito de calar a boca dele...mas acho que agora tenho mais um gato abandonado pra dar atenção —sorriu de lado, se sentando no sofá de frente com os dois, sendo acompanhada por Pamela — Isso porque não fizemos um terço do que tinha planejado…
—Uou, eu shippo! —a loira exclamou dando um cutucão com o cotovelo na costela do milionário.
—Primeiro que eu não sou seu gato de estimação, até porque o animal é outro —sussurrou a última parte —segundo, que não somos um casal, então sossega Harley! —fechou ainda mais a cara.
—Qual é, Bruce, minha amiga é perfeita e sensual, seu tipo —Pamela deu de ombros, recendo outro revirar de olhos.
—Já que está entregue, vamos embora —se levantou puxando Harley pelo braço.
—Achei que a gente ia ficar mais, tô amando os gatinhos —disse desanimada acompanhando-o até o carro.
—Lá na mansão você vai comer bolo —olhou de relance pra amiga notando seu desânimo — desculpe te puxar assim, é que… —parou, suspirando —podemos falar disso em casa?
—Okay, percebi que tá mais do que incomodado com algo mesmo —deu de ombros entrando no carro e dando um aceno de longe.
Mansão Wayne…
Harleen apenas se deixou esquecer tudo o que havia acontecido no Arkham e tentou ao máximo não ficar abalada. Bruce chamou Alfred para levar os pedaços de bolo de chocolate para o quarto dele, onde decidiu ser mais confortável para contar tudo à loira.
Deixando Quinn sentar encostada na cabeceira enquanto ele ficava sentado na sua frente em posição de índio. O quarto tinha todas as paredes cinza escuro, toda a decoração era na palheta do cinza e do preto, a cama era king size e tinha uma televisão com o tamanho próximo de um telão de cinema —que estava desligada no momento.
—Aqui está o bolo —Alfred diz ao adentrar o local, entregando as fatias para ambos —Se precisarem de algo, é só me chamar —disse antes de sair e fechar a porta.
—Isso aqui tá muito bom! —comentou maravilhada com a boca cheia.
—Realmente —concordou brevemente.
—Agora me conta o que rolou com você e a Selina. Vocês ficam juntos há um tempo já que eu já sei, mas agora parece que algo mudou —acabou com o bolo e colocou o prato na cômoda ao lado da cama.
—Você por acaso sabe do segredo da Selina? —perguntou um pouco tenso.
—Que ela é a mulher-gato? É eu soube —deu de ombros, vendo a preocupação se dissipar um pouco do corpo do amigo —espera, ela sabe que você é o Batman?
—Sabe...foi assim que eu soube quem era ela e esse foi meu maior erro —suspirou —eu fiquei tão surpreso que ela conseguiu me derrubar e arrancar a minha máscara. Consegui ver a surpresa no rosto dela também e quando fui explicar, ela simplesmente me beijou e não foi qualquer beijo.
—Vocês se gostam com e sem a máscara, que fofos! —exclamou sorrindo —deixa eu adivinhar, você acabou sentindo algo mais forte nesse beijo e agora está com medo de entrar em um relacionamento sério com ela por conta das identidades e sua falta de experiência nesse assunto...acertei? —levantou uma sobrancelha.
—Harley, você lê qualquer um como um livro aberto, precisa mesmo perguntar se acertou? —soltou uma risada fraca — não sei se ela quer algo sério, mas de todo modo eu não sei como agir… é errado ficar fugindo assim?
—Pra quem não foge nem de bandido e nem de polícia, chega a ser até cômico —gargalhou —eu tenho certeza que ela vai querer conversar sobre isso primeiro, ela gosta de você e só não faz o mesmo por gostar de um desafio.
—E você e a Pamela, uh? —arqueou uma sobrancelha, vendo a cara de confusão da loira — vocês tinham brigado e você me prometeu que ia conversar com ela… sei que ela te defendeu em relação ao Joker, mas isso não deixa tão explícito assim se estão resolvidas ou não —explica.
—Ah, nós nos resolvemos antes da sessão com aquele canalha —torceu o nariz — aconteceu uma coisa estranha que ficou martelando na minha cabeça, mas sei que vai me julgar, então só deixamos tudo isso quieto, beleza? —disparou.
—Hey, você sabe muito bem que só vou te dar sermão depois de saber de tudo e ponderar de você merece ou não...—se defendeu —o que aconteceu?
—Nós conversamos e quando nos resolvemos, decidi abraçá-la e dei um cheiro no pescoço dela...foi por impulso e pra piorar depois comecei a me sentir esquisita reparando nela —suas bochechas esquentaram, tomando uma coloração avermelhada de vergonha.
—Hmm finalmente está gostando de alguém que vale a pena?! Que milagre é esse, Quinn? Quer fazer chover? —cutucou sabendo que a vermelhidão nas bochechas dela ficariam ainda mais fortes.
—Não estou gostando dela! —gritou envergonhada — você é quem tá apaixonadinho na Selina! —mostrou a língua, parecia uma criança.
—Mas pelo menos eu admito —mostrou a língua também.
Ambos continuaram rindo e se provocando até Alfred voltar ao quarto chamando a atenção deles pelo barulho naquele horário da noite.
VOCÊ ESTÁ LENDO
The Brain! Harlivy
Fan-FictionPamela Isley trabalhava como uma máquina, toda a sua inteligência, dedicação e postura impunha medo e respeito em quem a via. Harleen Quinzel odiava trabalhar, mas era a melhor em tudo que fazia. Sua maluquice, energia e espontaneidade trazia a fel...
