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Passei a ida de volta para casa em silêncio mesmo sabendo que o Stiles e a Margot estava desconfiados de algo, quando anoiteceu e fui ao galpão. Contei tudo aos três sem poupar detalhes, a minha chegada no Brasil, quase sequestro da minha irmã, volta para Seattle, acidente com o Harper e o encontro que tive com Andrew.

— Filho da puta! —Stiles se reencostou na cadeira.

— Sinto muito que tenha passado por isso, garota Ruby. —fala James.

— Por isso que estava tão estranha quando saiu do elevador —confessou Margot e aceno.

— Vou colocar mais uma pessoa pra ficar de olho no Harper —assegurou James.

— Se um não adiantou e o Andrew entrou, imagina com dois —sabia que para Andrew nada era impossível— Não posso deixar que ele vire uma mira pro Andrew. —cruzo os braços e o James parecia pronto para debater.

— Vou fazer umas ligações e vê o que posso fazer —se levantou do sofá, solto uma risada baixa.

— Não é o bastante, James. —ele me olhou e pela primeira vez vi seu maxilar travar.

— Quando aceitou me ajudar, sabia dos riscos —expôs James.

— Sabia que eu poderia morrer mas não os meus amigos. Harper não tem nada a ver com isso. Ele é inocente nisso. 

— Prometo fazer o que for necessário para a segurança dele, esta bem? —assenti e ele saiu da sala.

Soltei um suspiro.

— Vamos treinar —chamou Margot se levantando, como se quisesse abafar o climão que tinha ficado.

Passamos as três horas treinando e percebi que tinha perdido um pouco o jeito, ela foi me auxiliando quando via se precisava erguer mais o braço. Depois fomos para o espaço de tiro alvo, se foram duas horas ali. 

— Acho que perdi mesmo o jeito —ela franziu o nariz.

— Bobagem, Novata. Só estava um pouco enferrujada por não estar treinando há algum tempo, mas é como andar de bicicleta. —explicou Margot sorrindo.

Depois que voltei pra casa, ouço uma discursão vindo do quarto da minha mãe, dela com o Andrew. Entrei no quarto e tomei um banho e assim que fui ao closet escolher uma roupa, meu celular tocou e vi o nome de Olivia na tela.

— Oi, Liv.

— Estou jogando quebra-cabeça com os meninos —ouço uma voz de uma garotinha no fundo— Ah, é a Dakota também tá aqui. Estamos na casa da árvore. Já chegou em casa?

— Sim. Daqui a cinco minutos, estou aí. —desligo.

Coloquei um conjuto de moletom vinho e calcei um par de pantufas, peguei o celular e abri a porta dando de cara com a minha mãe. Seu nariz estava um pouco vermelho e ao redor dos olhos também, como se estivesse chorado, uma mala estava ao seu lado.

— Vamos embora daqui. Pegue só o necessário —franzo a testa.

— O que aconteceu? —ela soltou um suspiro.

— Vamos embora agora, ou eu preciso desenhar? —ergo a sobrancelha pela grosseria dela.

— Não vou a lugar algum com você —me olha surpresa.

— Sou sua mãe. Deve me obedecer e acima de tudo me respeitar. 

— Você só e a minha mãe quando te convém, não é mesmo? —olhei nos seus olhos— A minha mãe se chama Daisy Calloway.

— Você saiu de mim, não dela. —quase solto uma risada.

— Mãe é quem cria, não aquela que abandona a filha e o marido. 

Querido Caos | Davenport #1Onde histórias criam vida. Descubra agora